terça-feira, 8 de setembro de 2009

Bem me quer Mal me quer

Quem, porventura, ou desventura neste caso, pensa alguma vez em dizer em elogiar, em defender, em dizer um "mas", que seja, só para amostra, é carneirista traidor do povo, está metido com eles, não tem espinha dorsal, anda praí a lamber botas e a arrastar a língua pelas pedras da calçada ao passar das carruagens e certamente não poderá ser bom pai de família.

A maldicência, o insulto, a incompreensão, ou os uivos de raiva e de protesto, são por todos bem vistos, considerados, demonstram sentido crítico, poder de análise, são assim coisa de gente que não deixa os seus créditos em mãos alheias, gente de coragem e valia, que abre o peito às balas e as convida para entrar. Os reis do bota abaixo são autênticos cavaleiros da liberdade e de nenhuma briga levam desaforos para casa, que os atiram logo todos a quem passa.

Também não defendo o contrário, como ainda vai acontecendo nos EUA, em que quem diz mal é considerado perigoso, anti-patriota, um terrorista em potência: "America: Love it ou Leave it". Mas ainda assim é estranho haver passar por conformistas e ignorantes se dizemos que não vivemos num país de terceiro mundo, numa autêntica ditadura tropical, que a corrupção não trepa pelas paredes, que o SNS até vai funcionando, que a Justiça é lenta mas anda a melhorar, que a pobreza e as desigualdades tem vindo a baixar.

PS: Confesso que às vezes tendo a tomar o lado da barricada com menos gente, só para que não se caia em certos exageros, mas também vou concordando com muito o que se diz. E no que conta a teorias da conspiração, algum dia hão de acertar, algum dia atrás do fumo haverá fogo.


Les invasions barbares.

Rémy: We've been everything: separatists, supporters of independantists, sovereignists, sovereignity-associanists...
Pierre: At first, we were existentialists.
Dominique: We read Sartre and Camus.
Claude: Then Fanon, we became anti-colonialists.
Rémy: We read Marcuse and became Marxists.
Pierre: Marxist-Leninists.
Alessandro: Trotskyists.
Diane: Maoists.
Rémy: After Solzhenitsyn we changed, we became structuralists.
Pierre: Situationists.
Dominique: Feminists.
Claude: Deconstructionists.
Pierre: Is there an -ism we haven't worshipped?
Claude: Cretinism.
Rémy: Contrary to belief, the 20th century wasn't that bloody. It's agreed that wars caused 100 million deaths. Add 10 million for the Russian gulags. The Chinese camps, we'll never know, but say 20 million. So 130, 145 million dead. Not all that impressive. In the 16th century, the Spanish and Portuguese managed, without gas chambers or bombs, to slaughter 150 million Indians in Latin America. With axes! That's a lot of work, sister. Even if they had church support, it was an achievement. So much so that the Dutch, English, French, and later Americans followed their lead and butchered another 50 million. 200 million dead in all! The greatest massacre in history took place right here. And not the tiniest holocaust museum. The history of mankind is a history of horrors.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O carro do Gov. Reg. da Madeira não é nada asfixiante

«Alberto João Jardim insultou hoje “os medíocres que se preocupam” com o facto de Manuel Ferreira Leite ter usado um carro do Governo Regional da Madeira, pertença do Estado, na visita que realizou à madeira no âmbito da sua campanha eleitoral para as eleições legislativas.

Questionado sobre o assunto, o presidente do Governo Regional começou por afirmar: “Só os medíocres é que estão preocupados com essa história.” Depois, face à insistência dos jornalistas acrescentou: “Fuck them’ [eles que se fodam]."» Público

Aponte no mapa os locais onde há asfixia

Ferreira Leite: «Não há asfixia democrática na Madeira»; «Acho que há asfixia democrática no continente».

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Algum comentário?

"Liberdade é um privilégio, não um direito...E é revogável"

Catarina Eufémia

Ainda não passou pela cabeça de ninguém a possibilidade de isto ser um golpe da própria Prisa? Já viram o que ele não vão ganhar depois disto? Transformar Manuela Moura Guedes numa vítima da censura, numa vítima da nova pide socialista, da liberdade de expressão, é a melhor coisa que podia ter acontecido a todos, menos aos supostos culpados. Ainda não viram isso?


Como dizia alguém, Sócrates não é estúpido. Na posição em que ele está qualquer coisa que se parecesse com intimidação de seja quem for é contraproducente, por melhores resultados que tenha.

Pidesco era o jornal nacional. Inquisitorial era o estilo de MMG. Campanha negra era a travada pela TVI.

Alguém disse que geralmente as teorias mais simples são as mais verdadeiras. Parece-me bem mais simples uma teoria de auto-vitimação do que uma que envolve estranhas ligações entre a minha obscura do PS e conecções estranhas em Espanha. Mesmo que a coisa se tenha passado de como o Fachana diz, que culpa tem "o Socas", ou o PS, que indica isto sobre o seu "modus operandi"? É que isto são acusações graves!

Acho lindíssimo a direita fazer de Manuela Moura Guedes a sua Catarina Eufémia, morta em combate durante a luta pela liberdade de expressão, qual cavaleira dos fracos e oprimidos.

Aquilo a que assistiamos não era apenas jornalismo de quinta categoria, mas a acusações a figuras públicas, e não apenas do Governo, sistemáticas, que em qualquer país em que a justiça fosse eficiente alguém ia preso no dia seguinte: ou ela, ou quem ela acusara. Ser jornalista não é ter uma "licença para matar" reputações, nomes, vidas, políticas, boas ou más. Não pode continuar a ser para mim sinónimo de cobardia: ao jornalista nem tudo pode ser permitido, muito menos sob a capa da objectividade, imparcialidade e rigor.

Ataque grave à democracia é heroificar os incendiários e zaragateiros, os demagogos profissionais e os lançadores de tartes deste perfeito circo.

Que repouse em paz Manuela Moura Guedes. De facto quando morremos somos todos bestiais.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

R.I.P Manuela Moura Guedes


Nunca pensei que isto pudesse chegar tão longe. Nunca pensei que uma acção pidesca tão descarada fosse possível nestes dias. Nunca pensei que alguém fosse tão burro a dar tamanho tiro no pé.

A Prisa anunciou a suspensão do Telejornal de sexta-feira da TVI e o afastamento de Manuela Moura Guedes. O motivo apresentado é, no mínimo, ridículo. O telejornal com mais audiência e que mais cresceu nos últimos seis meses, muito graças à publicidade gratuita de Sócrates, vai acabar devido a uma remodelação por motivos financeiros. Um telejornal que dava audiências, que era já famoso e reconhecido pela sua irreverência e independência, termina por motivos financeiros...

Não gostava de Manuela Moura Guedes. Não gosto daquele estilo meio apeicheirado de apresentar as peças. Não fui daqueles que passou a ver o jornal de sexta feira depois de ter sido apelidado de "jornalismo transvertido". Mas é um estilo, uma forma de fazer jornalismo como qualquer outra. Sempre considerei como um telejornal tabloidesco, como qualquer jornal mais sensacionalista. Está no seu direito.

Só o facto de um partido político fazer uma guerra aberta com uma estação de televisão é mau sinal. Estamos na Venezuela? Vamos ver rádios e jornais a fechar por decreto?

Tudo começa no último congresso do PS onde foram feitos ataques à TVI. Mais tarde, José Socrates tem mais um ataque autoritarista e, numa entrevista, apelida de "jornalismo transvertido" o telejornal de sexta-feira. A telenovela continua com uma tentativa da PT de controlar a Media Capital e agora aquilo que se advinhava que era a intenção da PT, ou seja do Governo, é conseguida através da Prisa. E sai esta reles decisão que põe em cheque a nossa democracia e a liberdade de expressão em Portugal.

A menos de um mês da eleições, onde pouco tempo há para um debate sério, o PS amordaça uma jornalista. Como já amordaçou funcionários públicos. Há todo um modus operandi deste PS que conhecemos nos últimos 4 anos e meio. Mas, sem dúvida, este é o mais grave ataque à democracia desde o 11 de Março.

É um dia de luto!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Excesso de Zelo




No Reino Unido uma publicidade em que aparece uma modelo de 23 anos foi banida por a modelo "parecer" menor. Até compreendo a intenção, mas não será excesso de zelo?

Caso prático de Obrigações ou de Trabalho?

Problema juridico na costa da caparica.
Uma amiga minha que tem 14 anos, trabalha a noite e tarde num bar 9 horas por dia com apenas um dia de folga por semana, e não tem contrato de trabalho, nem recibos verdes, tem um patrão que não lhe quer pagar os x€ que tinha prometido no final do mês como remuneração.
Ela não sabe o que fazer, e quer os x€. Quid iuris

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Em memória de um país


Faz hoje 70 anos que a Alemanha nazi invade a Polónia. Devido à aliança da Polónia com a Grã-Bretanha, esta entra na guerra tal como a França. Foi o início da II Guerra Mundial a primeira "guerra total".

A Polónia, país que tenho vindo a aprender a gostar e onde vive o meu irmão, foi uma das maiores vitimas da guerra e do seu desfecho. Muitos dos judeus mortos pelo ódio nazi eram polacos e muitos dos campos de concentração eram na Polónia.

O fim da guerra não trouxe a liberdade de volta à Polónia, passando por cima das decisões tomadas na conferências com os três líderes dos Aliados, a URSS impõe um governo comunista na Polónia e a democracia só é instalada na década passada.