domingo, 11 de outubro de 2009

A paciência foi a votos

Facilmente enumeramos uma série de factores que contribuem para a elevada abstenção que é vincada em cada um dos sufrágios em Portugal. Outros há, porém, que mediatamente são sérios entraves para a democracia e para o futuro do poder político, e contudo, poucas vezes são referidos.
Hoje denuncio mais um, as intermináveis filas de espera, simplesmente evitáveis com um pouco de bom senso, que pesam na hora de decidir sair de casa para cumprir o dever cívico/exercer o direito a muitos portugueses. Muitos há, ainda, que já nas filas de espera desistem ao fim de 20 minutos de eufórica conversa com os filhos menores ou com os eleitores que, por sorte, se "despacharam mais cedo".
Mas a ironia não fica por aqui. Se para votar necessitam muitos de nós de enfrentar o difícil teste da paciência, esse mostrengo para o Homem, que dirão os mais velhos, que pela sua natural debilidade física, como que se sentem num autêntico "play-off" para entrar na "sala da urna". E sim, são esses que mais esperam, e sim são esses que menos deveriam esperar, e sim, a solução passa por diminuir os intervalos dos numeros de eleitores em cada sala. E não, a culpa não é só do zé povo, e sim, a paciência foi a votos.

sábado, 10 de outubro de 2009

Próximo Debate

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Esta casa acredita que o patriotismo é um sentimento ultrapassado

O nosso XXVIII debate mostrou que não há debates ganhos à partida e que mesmo veteranos como Paixão e Big Show podem ter de suar para bater dois rookies como Kurt, que nunca vira um debate, ou Zé Mesquita, que nunca debatera.


Debate com humor em que todos os oradores demonstrando grande presença no púlpito em registos muito próprios e sempre em grande nível.

Governo: 157
Paixão: 78
Big Show: 79

Oposição: 154
Kurt: 77
Zé Mesquita: 77

quarta-feira, 7 de outubro de 2009















terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sociedade de Debates & RGA


Amanhã às 14h00, na sala 1.01, primeira sessão da Sociedade de Debates, desta feita já a todo o gás.


Apareçam, nem que seja só para o lanchinho, até porque depois falaremos dos projectos para o próximo ano.

Depois do Debate temos RGA com uma extensa ordem de trabalhos e assuntos bem importantes a ser tratados:




Os 15 minutos de fama da monarquia

Ontem a noite Paulo Teixeira Pinto e um grupo de 20 monarquicos da causa real foram hastear a bandeira monarquica na sede da.... Causa real.

Em entrevista ele pede o que sempre pediu, e nos disse na nossa palestra em ciencia politica, -ou seja um referendo para saber se os portugueses querem uma república ou uma monarquia- e criticou o facto de termos uma constituição que nos impõe "ad eternum" (lool) um regime republicano.
(problemática alias que jorge miranda nos seus livros de direito constitucional aborda, dizendo aliás que no dia em que houver outro regime politico haverá outra constituição)

E pronto! Ao fim deste episódio todos foram para casa. Foram os 15 minutos de fama da monarquia. Falou-se de monarquia como no dia da restauração da independência se fala do tempo dos Filipes, ou de como no dia 6 de junho as tropas aliadas desembarcaram na normandia... Nada de mais.

Aliás todos temos o nosso lugar na democracia portuguesa. Os Nazis aparecem de vez em quando a mandar bocas, e a dizer que os imigrantes deviam ser escorraçados, Os saudosistas do tempo do salazar ganham concursos da televisão, Os Monarquicos aparecem no 5 de outubro a queixar-se...
Todos têm o seu lugar

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

República


Ah! É para estes dias grandes que vivemos. Só a chuva estraga o momento, que este precisava de um céu azul claro com um pé direito imponente.


Sabe bem sair desta pequenez quotidianamente instituída e colectivamente relembrar a grandeza dos marcos históricos, celebrando-os em comunidade. E a violência ou a mácula associadas a estes momentos não devem ofuscar o triunfo das ideias que a eles subjazem. Houve sangue, matou-se um rei e o seu herdeiro, dividiu-se uma nação e depois disso perseguiu-se a Igreja, houve fomes e crises e revoltas, mas não é apenas com a mudança que essas coisas acontecem, também quando fica tudo na mesma há problemas, crises, mortes, revoltas ...

No final, a República significa bem mais que a derrota da monarquia - a República é bem mais que uma forma de anti-monarquia - mas, por outro lado, não se traduz, por si, em mais do que o triunfo de um conjunto singelo de ideias: o poder político está no povo e é através dele que este renova a sua legitimidade; não há súbditos e soberanos, todos somos cidadãos e ninguém está acima da lei; não deve haver nenhum cargo inerente a ninguém por razão seu berço, nem nenhum vedado a alguém por razão do seu nascimento; cada um diz sobre o que é seu, sobre o que é de todos, todos têm uma palavra a dizer; não há cargos para a vida, é sempre preciso prestar contas.

Assim acabamos por configurar a República simplesmente como uma forma exigente de democracia e corolário do Estado de Direito.

Recordando as virtudes destas ideias essenciais, desejo a todos um bom 5 de Outubro.

Frase Soltas

Sabe-se sempre quando se aproxima um acto eleitoral quando a actividade do poder instituído se torna, digamos, incrivelmente alucinante...

domingo, 4 de outubro de 2009

Será?

A direita é o que todos somos...
A esquerda o que todos queríamos ser...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Na FDUP há Amores Desencontrados


Ou então:

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Carlos Drummon de Andrade