Kierkegaard defendeu sempre que não era filósofo, sentia puro asco (se bem que, mais tarde, por ironia ou não, todos o vieram a considerar um dos maiores filósofos de sempre) Não gostava dessa espécie mesquinha e só via incompreensão no seu agir. Para ele a Filosofia era um projecto de transparência do destino humano através de um ilusório saber objectivo. Ele não era um filósofo de sistema porque: (1) nunca aspirou reduzir o Universo a uma harmoniosa concertenação de conceitos (2) nunca procurou reduzi-lo a um esquema abstracto. Defendia que tal era uma necessidade nossa (de resto contemporânea) em procurar valores mais fortes que os racionais e de encontrar na filosofia sistemas de perfeita organização.
Para ele a filosofia não era mais que uma luta sangrenta do Homem para arrancar de si próprio ,como pedaços de carne palpitante, os rostos da verdade.
Para ele a filosofia não era mais que uma luta sangrenta do Homem para arrancar de si próprio ,como pedaços de carne palpitante, os rostos da verdade.