Confesso que seria um tema que gostava de ter debatido, mas Presidente não tem direito a debater. De qualquer forma, se Pessoa tivesse visto o debate teria ficado curioso com algumas das posições e dos argumentos.
Com o Flávio a Primeiro-Ministro, cedo o debate entrou por provocações pessoais. Contudo, este primeiro-ministro de tanta paixão ao direito, a meio do debate trocou o amor pelo direito e perdeu-se entre conceitos: não que ele tenha reparado. Gostei particularmente da parte em que ele contou o drama das escolas, quando algumas crianças não recebem a sua carta de S. Valentim como todas as outras: sem dúvida que conseguiu despertar algumas lágrimas na audiência.
Quanto ao Zé, o ministro da oposição, gostei particularmente da forma como ele definiu o amor. Assim, o “amor é o real sentimento que ninguém pode negar”, contudo, acabou por se perder na definição.
A Marta, ministra do governo, conseguiu ser a única e referir o senhor que me inspirou para o tema do debate. Gostei particularmente da forma como nos lembrou dos belos bilhetinhos que tantos de nós trocámos nas carteiras da escola primária. Contudo, não deixou de ser muito cruel, a forma como negou a existência do amor e assumiu o papel de ministra sem sentimentos. Para salvar-me de um esgotamento nervoso, conseguiu fazer esquece o que o PM tinha dito acerca dos homossexuais e que me recuso a escrever aqui. :p
Quanto ao Pedro, tal como o Zé, um estreante, ainda por cima logo nas funções de Líder da Oposição, conseguiu começar o debate com uma boa mesmo forte aos argumentos do Flávio e conseguiu mostrar que é de facto um homem que está apaixonado, com várias citações de autores. È engraçada a forma como ele adoptou a pose à Paixão sem nunca a ter visto antes.
Ora e face a um debate tão desorganizado, em que várias vezes tive de gritar que não há diálogo entre os deputados, as pontuações foram as seguintes:
Governo:
Marta (65)
Flávio (58)
Oposição:
Zé (57)
Pedro (55)
Assim e mantendo um reinado feminino que será longo (espero eu), a Marta irá presidir ao Próximo debate.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Esta casa defende que todas as cartas de amor são ridículas
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Magister dixit
(para usar este "forum" ponham as frases em comentário eu, ou o Tiago, passamos para o post)
"Temia que me confrontasse com esse facto, e, devo admitir, agora estou encurralado." - Guilherme Silva para Tiago Ramalho, no debate "Esta casa acredita que o peso é relativo".
"A vida não é uma paragem de autocarros." - Henrique Maio
"O sr. deputado, conhece os seus sistemas ônticos?" - Henrique Maio
".. isto porque os tiranos sao maluquinhos, eles nao têm consciencia coitados.." Ursa no debate do tiranicido
"O Sr. Deputado é por acaso formado em metereologia?... Resposta -Não! Eu sou formado no ensino secundário" Guilherme no debate dos cliches.
"...srs deputados..o k vos vedes neste video.. " Duarte Canotilho
Frases Emblemáticas
Já referi isso uma vez, e volto a faze-lo, deviamos fazer um post permanente ou (sticky) como existe em determinados foruns de debate, onde pusessemos as frases mais giras e interessantes da SdD. Isto vem derivado do hilariante debate sobre os cliches, no qual ninguem pos a frases que marcaram o debate.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Debate de 27 de Novembro
Como venci o último debate, irei naturalmente presidir à Mesa do próximo debate.
Até agora ainda não há ninguém que se tenha oferecido para debater, portanto, há lugar para quatro deputados e ainda para dois secretários da mesa.
Para facilitar as coisas, quem estiver interessado pode falar comigo nos corredores da FDUP!
P.S - Luísa, não te esqueças da câmara e Ary, não te esqueças da máquina fotográfica nem do cronómetro.
domingo, 23 de novembro de 2008
O mundo está de pernas para o ar?
"A família da pequena Mariana, de fracos recursos, recebeu 20 mil euros da conta de solidariedade da filha e teve de vender a casa porque os 20 mil euros recebidos não chegaram para os tratamentos, escreve o Correio da Manhã.
Só mais tarde, a família percebeu que a conta tinha 50 mil euros e que 30 mil foram desviados por uma funcionária do banco Montepio.
«Não tenho nada contra o banco, mas contra a funcionária que conviveu com a Mariana, que a viu à beira da morte, e viu o nosso desespero financeiro. Como foi possível fazer-se nossa amiga, jantar em nossa casa quase todas as semanas e fazer uma cosia destas?», questiona Lurdes Fernandes, mãe da menina.
Sem dinheiro para os tratamentos, a família motivou uma onda de solidariedade por todo o país. Quando a irmã se dirigiu ao banco para tirar um extracto da conta e enviar mensagens de agradecimento a quem tinha ajudado, percebeu que o extracto tinha 30 folhas e que havia diversas transferências para a conta da funcionária." in Sol
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Corte de Cabelo
Eu lembro-me quando o Morais Sarmento começou a deixar crescer a barba. Tenho a sensação que alguns políticos ficam mais carecas com o tempo. Também é fácil de ver que quem vai para o Governo ganha sempre uns quantos cabelos brancos a mais.
XII Debate
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Em obras...de mentalidade
(postado em paralelo em www.o4uarto.blogspot.com)
A cidade, sinónimo de prosperidade e qualidade de vida...As pessoas simplesmente foram abandonando o interior em busca de uma vida melhor...
Tem sido tema de debate recorrente os problemas do abandono do interior. Problemas como o atraso tecnológico, o envelhecimento da população e consequente desertificação.
Vários tem sido os planos de incentivo tentados, uns com mais sucesso que outros, note-se pois que as políticas fiscais já demonstraram que, por si só, nada resolvem...
Parece-me contudo, que apesar de se louvar e tentar recuperar e adaptar o Portugal rural "puro e verdadeiro", uma outra realidade(e não raras vezes é negligenciada) salta à vista a quem, como eu, estuda numa grande cidade e reside numa outra de média dimensão...
O inverso da medalha do progresso são os problemas já por demais conhecidos...a criminalidade, o desemprego, a miséria ou a discriminação social.
Mas porquê tapar o sol com a peneira? Estes problemas não são de hoje nem apanágio português...
A realidade que é urgente discutir parece-me ser como ultrapassar e modernizar os sistemas autárquicos ridículos dos quais nos vêmos rodeados...
A matemática ensina-nos que primeiro se resolvem os problemas mais fáceis (embora agora se diga que já não há problemas difíceis na matemática)...
É constrangedor assistir à degradação das grandes cidades portuguesas...É constrangedor ver os cafés e o comércio tradicional fechados antes do anoitecer...
Experimentem passar por uma qualquer praça do Porto ou Lisboa num fim de semana à noite...Saberão do que falo...
E enquanto escrevo lembro-me de uma mão cheia de obras eternas de 6 meses...da burocracia...das licenças...dos favorzinhos...das mariscadas orçamentadas...
Se é verdade que em algumas aldeias vive o Portugal mais puro mas ingénuo, no poder autárquico senta-se o Portugal mais puro de falta de preparação e competência para lidar com os desafios actuais...
Vejo a luz ao fundo do túnel...numa geração mais preparada e capaz...Uma geração que não oferece galinhas em campanhas, mas que oferece projectos e ideias inovadoras...
Assim seja...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
"O sexo tem uma vertente lúdica"
Nos idos de 1982, a deputada e poetisa Natália Correia, escreveu e distribuiu no hemiciclo o poema que abaixo se transcreve, quando, numa intervenção sobre a questão do aborto, João Morgado, deputado do CDS que o acto sexual só é justificável tendo por objectivo a procriação proferindo: "O acto sexual é para ter filhos".
"Dedicado ao deputado João Morgado
Já que o coito - diz o Morgado
Tem como fim cristalino
Preciso e imaculado
Fazer menina e menino,
E cada vez que o varão
Sexual petisco manduca
Temos na procriação
Prova que houve truca-truca.
Sendo pai de um só rebento
Lógica é a conclusão
De que o viril instrumento
Só usou - parca ração! –
Uma vez. E se a função
Faz o órgão - diz o ditado –
Consumada essa operação
Ficou capado o Morgado."

