sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Fotos pedidas ...





A Daniela pediu ...


Resultados da Reunião

Da reunião de hoje sairam as seguintes conclusões:


- É, neste momento, demasiado precoce avançar para um torneio de grandes dimensões;
- Para estimular a participação da audiência vamos levar a cabo um campeonato que começará com um debate entre professores, no início do segundo semestre, para escolher a equipa que defrontará os campeões no final do ano;
- O campeonato haverá dois debates por sessão e os debates serão semanais;
- As equipas serão fixas, e debates de 1 equipa contra outra equipa;
- Todos os intervenientes no debate devem usar lealmente os direitos que lhes são conferidos pelos regulamentos;
- A Mesa deve fazer os possíveis por propor moções com um objecto claro e prestar os esclarecimentos necessários a um bom debate;
- Os deputados poderão, no início do debate, submeter a proposta de substituição da moção a votação entre a audiência;
- A Mesa deve avisar os deputados da eventual necessidade de apresentar modelos;
- Na próxima semana experimentaremos o formato a ser assumido no campeonato;
- Oportunamente será publicada uma segunda versão do regulamento para uso nos debates 2vs2.
- No final deste semestre haverá um debate com dirigentes associativos no formato de 4 equipas de 2.

Esta casa acredita que os Regulamentos encravam as relaçoes humanas

Ora como presidente da mesa do ultimo debate tenho a dizer que o debate até correu muito bem, dado as circunstâncias. Neste debate introduzimos um novo modelo... vá nao introduzimos, safamos a SdD usando um modelo diferente. Assim tinhamos 2 equipas de 3 elementos.

O debate em termos de conteudo foi bastante razoavel, tendo em conta que o tema dos regulamentos está na ordem do dia.
Houve ainda um prévia explicação parcial do Regulamento da SdD por parte do Ary, que eu achei.... Digamos.... vá.... Aborrecida, e que na minha opinião não atingiu o objectivo de instruir o regulamento ao publico. No entanto mesno assim não houve TERRORISMO PROCEDIMENTAL como nos 2 ultimos. (felizmente).

De qualquer maneira reitero que a SdD devia urgentemente reunir os seus fundadores numa reunião! Tenho a impressão que temos de clarificar o caminho que queremos para este grande grupo, e actividade da FDUP.

Relativamente as participaçoes. Tivemos a participação pela primeira vez de uma estudante galega, e na minha opinião até esteve bastante bem.
as pontuaçoes foram

Daniela(primeira ministra) 66 Ary(lider da oposição) 74
Bebiana(a estudante de Erasmus)60 Marta(aluna do 1º ano)68
André(Bastinhas)73 Luisa(Morangos) 66

Ganhou a equipa do Ary, e vai ser o ary o proximo presidente da mesa.

Concluo dizendo que gostei bastante da experiencia na mesa, mas tambem reforço a ideia de necessitarmos de uma reunião antes do proximo debate

domingo, 26 de outubro de 2008

Resultados do último debate

Caros amigos, aqui deixo os resultados do último (e conturbado) debate. Assim sendo:

Rita (55) / Fachana (68)
Ary (65) / Hugo (65)
Tiago (72) / Canotilho (74)
Guilherme (60) / João (68)

Aproveito, igualmente, esta oportunidade para responder ao canoas!! Parece-me que a regra dos 3/4, em vez da unanimidade, para alterção da moção levanta alguns problemas. Desde logo, o facto de uma equipa querer debater esse tema e não o poder; mas mais grave, e que pode influenciar negativamente o debate, é a fragilização da mesa perante os deputados. Pois, sendo ela o orgão máximo do debate, tendo uma função moderadora e avaliadora, ficaria como que "na mão dos deputados" quanto à moção a debater. Só a regra da unanimidade pode retirar esse poder à mesa por manifesta discordância de TODOS para com aquilo com que se defrontam. Convenhamos que, a partir do momento que a mesa propõe uma moção, voltar atrás com a mesma, iria fragilizá-la gravemente perante os deputados em relação ao debate que se lhe iria seguir.

Mais grave ainda, afigura-se-me a proposta para que, até final da 1ª ronda de debates, se puder, pelos mesmos 3/4 , alterar a moção. Em primeiro lugar, deve frisar-se que se os debatentes aceitaram previamente o tema, não podem altera-lo a seu bel prazer, pois já tiveram oportunidade para o contestar... Acresce-se ainda que isso tornaria o debate altamente instável e, a ser usado esse mecanismo, muroso. Bem sei que dizes que só em caso extremo. Mas pergunto: o que é um caso EXTREMO?? Pode ser tão simplesmente manifesta incapacidade dos debatentes em arranjar argumentos!!! É um conceito "RELATIVamente" indeterminado que carece de preenchimento. Para tal ser feito da melhor forma sugiro que estudem novamente Dtº Administrativo, ou assistam às aulas do Prof. Colaço Antunes!!!! ;)

A moção NÃO PODE ser usada como "bode espiatório" para deficiencias no debate, criadas por aqueles a quem compete lutar para que o debate seja vivo, seja animado, seja cativante, seja uma suprema arte de sedução!!!

Considero que a moção é, e deverá sempre ser, um desafio à capacidade de imaginação e argumentação dos oradores. Estes devem ser plásticos na forma como tentam arranjar o melhor argumento para convencer uma audiência, devem ser bem humorados, devem ser educados, devem ser respeitadores (embora também ousados), devem ter postura e deve ser sérios e coerentes nos argumentos usados! A moção não deve ser usada como estorvo a isso, serve é para potenciar um debate "animado e cativante".

Chegados a este ponto, cabe-me também fazer um mea culpa pela moção apresentada no anterior debate. Admito que possa não ter sido a mais estimulante. Porém, aquilo que se procurava era, tão somente, que os debatentes fossem capazes de arranjar argumentos válidos sobre um tema algo abstracto. Aquilo que se pretendia era o uso da imaginação, dessa plasticidade, tornando um tema abstracto em algo mais concreto. Pedia-se capacidade de abstracção.

Albert Einstein, ao explicar a sua Teoria da Relatividade, deu um exemplo muito simples para compreender a relatividade do tempo (se não me falha a memória!!): uma hora ao lado da mulher amada parece um minuto, enquanto que um minuto em cima de uma brasa (não a miúda!!!) parece uma hora!!!

Partindo daqui, pareceu-me que também se poderia explicar a possivel "relatividade do peso". Peço desculpa se assim não o compreenderam e se a moção acabou por contribuir para um debate "secante". Não era, de todo, essa a intenção...

Esperando cada vez melhores e mais animados debates....

sábado, 25 de outubro de 2008

Fotos Debate VIII












Debate IX e Sessão de Esclarecimento

De acordo com as regras estabelecidas na semana passada, o Canotilho vai presidir à Mesa, tendo direito a escolher os restantes elementos que a deverão compor nos termos do regulamento.


Quanto ao resto: Alguém quer debater? Alguém quer ficar na Mesa? Guilherme, fazes o stand up? Luísa, máquina? Paixão, cronómetro? Vou ver se faço outra vez flyers. Campainha, alguém?

Na próxima quinta-feira proceder-se-à ao debate, como é normal, no entanto, antes do início do mesmo, eu gostaria de tomar a palavra para clarificar alguns aspectos do regulamento que julgo precisarem de esclarecimento. 

O incumprimento dos regulamentos tem levado a paragens sucessivas, inúmeros pontos de informação, ao desafio de moções, a discursos desarticulados com a definição a um mau uso dos direitos conferidos e ao não uso de outros na altura devida. O regulamento serve para tornar os debates mais fluídos, mais interessantes, mais ricos, mais competitivos, para permitir uma verdadeira troca de argumentos entre bancadas. Não tem sido o que tem acontecido e reconheço a minha quota parte de culpa nisso, uma vez que o regulamento tem partes de difícil compreensão.

Esperemos que esta "sessão de esclarecimento" torne o regulamento mais "user friendly" e sobretudo "debate friendly".


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vejam so isto!!!!

Bom a sociedade morangos chegou ao BE!!! WOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

hoje recebi um mail na mail in list antiga que dizia isto

"BE (youths) NEEDS YOU!!! ;) (isto não é propagandista nem militarista, é só fixe, deixa de ser cinzento!!!)

BEIJOS E ABRAÇOS PARA TODAS E TODOS OS FIXES!!!"

WTF........... ao que chegamos.. é .... é..... TAO RIDICULO!!!! Peço desculpa pela propaganda... mas isto é tao MAU. BOm comentem

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Se calhar deviamos pensar em alterar alguns pontos do regulamento

Bom depois deste titulo extensivo e sugestivo, eu explico a minha posiçao. Hoje durante a sociedade de debates foi -nos dado um tema... digamos..... no minimo ambiguo!!!!!!! E daí ter resultado a treta de debate que foi, estando nós a debater algo sem ter conhecimento concreto, e, muitos de nos a falar por falar e a dizer claramente asneiras(como me disseram... e nao so a mim) alguns membros da plateia!

Para tenatar que isto nao se repita eu sugiro que se altere o regulamento em algumas parte que me parceram fulcrais:

- Mudar a exigencia da unanimidade para a mudança do tema, para uma maioria de 3/4's ou seja 3 equipas se se pronuciarem na votaçao contra o tema, o tema terá de ser mudado pela mesa.

- Dar poderes à mesa para intervir no caso dos participantes estarem a violar, ou a não cumprir totalmente o regulamento, sem necessidade por parte das outras equipas de o requerer à mesa. E assim informar os participantes, no caso de a mesa verificar que é necessário, de uma eventual possibilidade de uma equipa actuar procedimentalemente numa altura. Por exemplo: Quando o ary criou a nova definiçao, a mesa devia poder avisar a equipa 3(eu e o ramalho) da possibilidade de contra argumentar essa moçao, eliminando-a, e substituindo-a por uma nossa.

-Dar poderes à Mesa, para, ao verificar que o debate está a ficar descontrolado, devido a questoes de procedimento ou de dialogo"extremo"(ou seja todos os deputados falarem +- como no parlamento da coreia todos ao mesmo tempo, mesmo apos 4 advertencias da mesa) poder actuar, parando o debate ou em caso extremo Acabar!

- Dar possibilidade por maioria de 3/4's às equipas para até ao final da primeira ronda e em caso manifestamente extremo, e sublinho o EXTREMO de pedir à mesa uma mudança do tema. Sendo que esta tem de deliberar sobre isso mesmo, podendo RECUSAR.
Esta medida pode causar polémica mas dado o que vi hoje, se calahr era melhor termos mudado o tema a meio.

Em suma o meu ponto de vista é o de dar mais poderes à mesa, e dar mais umas valvulas de escape, para não acontecerem DEBATES COMO O DO PESO, que teve uma ronda(a primeira) com apenas um discurso efectivamente muito preparado. Peço desculpa aos outros debatentes mas é a minha opinião. Já a segunda ronda teve 4 discursos coerentes e deu pa debater, mas tivemos mais de 30 minutos a falar do sexo dos anjos!!!!!!!!!
(que deve ser fenomenal por acaso..........)

Comentem e se encontrarem mais algo adicionem. Acho Realmente que se devia rever os estatutos para eviter futuras (cenas) assim! Se calhar uma reunião da SdD para rever os estatutos fosse melhor, mas não sei.

coisas que me atingem

já repararam que o correspondente pornográfico da Sociedade de Debates pode ser a Sociedade de Deboche?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ainda sobre o debate da poligamia

Como ao Ary não foram facultados os resultados, tomo a liberdade de os publicar eu, tarde, mas em tempo ainda. Assim:

Paixão (85) / Hugo (81)
Francisco (79) / Henrique ( 72)
Ary (71) / Tiago (78)
Frederico (75) / Miguel (64)



P. S - falta depois o Ary deixar aqui os registos fotográficos de um debate muito caótico ;)

olha a propaganda linda!

Acabou o Terceiro Anónimo, abriu o Café Odisseia!
Com as participações de Pedro Jacob Morais e Manuel Marques Rezende (eu)
A publicar já a partir da próxima semana.

domingo, 19 de outubro de 2008

VIII Debate

Paixão na Mesa.

Paixão, com ideias para o resto da equipa?
Flyers e cartazes já prontos.
Vou depois pedir-vos para distribuirem.
Paixão, cronómetro?
Luísa, câmAra?
Eu, tripé e máquina fotográfica.
Gente para debater?

Colin Powell apoia Obama

Em 2003, há quase cinco anos atrás houve um discurso que mudou a minha opinião sobre a guerra no Iraque antes mesmo de ela começar. Esse discurso foi proferido por Colin Powel no Conselho de Segurança. Os discursos convincentes são sempre uma combinação de bom logos, pathos e ethos. O logos estava lá, estava nos factos, nas permissas e nas conclusões, estava na solidez dos argumentos. O pathos também lá estava, na confiança que ele depositava em cada frase, na certeza da sua voz, na sua capacidade de mostrar a urgência, a justiça e a bondade de uma intervenção. O ethos, por fim, estava nos anos de experiência, na presença de espírito, na inteligência e na firmeza de carácter que todos, incluindo eu, lhe reconheciam.

Anos depois Colin Powell saiu do governo Bush desiludido, numa altura em que se tornara evidente que ele fora um fantoche usado precisamente porque ninguém ousaria pensar que ele seria um. Colin Powell foi enganado, para poder enganar pessoas por todo o mundo, mas teve a coragem de sair e procurou limpar o seu nome.
Foi com grande satisfação que hoje li a esta notícia e com ainda maior prazer que vi o seguinte vídeo:




sábado, 18 de outubro de 2008

Análise sociológica ao problema das várias "gamias"

A Daniela não foi a única a sentir que tinha algo a dizer que não podia ser dito. Eu, por ser orador, também não pude expressar a minha opinião. Depois de uma certa reflexão apresento-vos o texto que dela saiu.


Foi para mim surpreendente ver como as pessoas reagiram de forma tão emocional a este tema transportando as suas experiências pessoais. Não digo que isto seja errado, mas se consegue trazer novos dados para o debate também dificulta a comunicação. Este ficaria a ganhar com uma análise antropológica e uma certa "arqueologia dos valores". Tendo em conta a definição dada ("vários parceiros sexuais ao mesmo tempo") como eu disse a espécie humana já deu várias soluções ao problema.

Aqui não interessa, por enquanto saber o que é, presentemente, moralmente certo ou moralmente errado, nem saber o que é inato e o que é aprendido com a interacção social. Muito provavelmente começamos por ser polígamos. Observando os nossos parentes mais próximos no reino animal e através de escavações arqueológicas descobrimos que os primeiros seres humanos provavelmente viveram em pequenas tribos familiares em que as práticas sexuais não tinham o carácter íntimo que hoje têm e em que toda a comunidade se entreajudava no cuidado das crias sem todavia deixar de haver um pai e uma mãe.

Quando deixámos de recolher os nossos frutos e passámos a caçar o modelo familiar sofreu um abalo grande. Algumas tribos terão aqui assumido uma estrutura matriarcal em que as mulheres têm vários parceiros sexuais masculinos. Muitas tribos continuam nesta fase.

Com a descoberta da agricultura e a sendentarização a que esta obrigou o cenário altera-se uma vez mais. Agora um único homem, o dono das terras, tem a capacidade para aliementar várias mulheres e ter várias famílias.

Com o progresso técnico a taxa de mortalidade baixou e as famílias passaram a ter mais filhos. Passa a ser mais eficaz um sistema monogâmico. Com o progressivo prolongamento da fase de aprendizagem, a substituição de religiões politeístas por monoteístas, com o fim progressivo dos "casamentos contrato" ou "casamentos de conveniência" e a paralela sublimação das relações conjugais como relações amorosas, etc. deu-se a generalização da monogâmia e a proscrição da poligamia.

A moral é sempre actualista. Não podemos dizer que apedrejar a mulher adúltera é moralmente aceitável só porque já o foi. Vivemos numa sociedade que faz a apologia de determinados valores e que nos procura transmitir um dado quadro moral e parece-me a mim óbvio que hoje em dia a polígamia é moralmente inaceitável. Pode fazer no entanto sentido essa arqueologia dos valores de que eu falava no início. Muito daquilo que a moral nos dita não é senão a normativização de comportamentos que se mostraram eficazes como solução de determinados problemas. Eu tenho a impressão de que na base da proibição do sexo antes do casamento está o medo de que do sexo resulte uma criança que, por não nascer no seio de casal estabilizado por um casamento, tenha de ser criada pela mãe, como todos os problemas inerentes a isso.

Devemos, ou pelo menos podemos, então perguntar-nos se a poligamia continua a ser ainda o modelo mais eficaz, já que, ao que parece, os modelos mais eficazes são os que vingam moralmente.

Em primeiro lugar temos assim de ver o que é eficaz. Eficácia já não garantir a sobrevivência do maior número de crianças. Hoje percebemos que provavelmente a nossa sobrevivência enquanto espécie dependerá mais de um controlo da natalidade do que de uma tentativa para colocar o máximo de seres humanos cá fora. Segundo estudos recentes, no actual estado da técnica cada mulher deveria ter 2.1 filhos para assegurar a estabilização demográfica. Isso quer dizer que, se for esse o nosso objectivo, teremos de ver qual será a melhor forma de garantirmos a educação saudável desses 2.1 filhos por mulher.

Mas não podemos esquecer de uma coisa. Nem todas as pessoas são iguais e nem todas querem ter o mesmo número de crianças. O nosso objectivo enquanto seres humanos há muito que deixou de ser o da sobrevivência para passar a ser o da vivência. Hoje o desafio não é sobreviver é o de criar a qualidade de vida necessária ao florescimento da felicidade na vida de cada um. Hoje o desafio não ter muitos bébés, mas conseguir dar-lhes a eles e aos pais uma vida feliz. O padrão segundo o qual temos de aferir a nossa eficiência mudou. Somos eficientes enquanto espécie se formos felizes e se permitirmos aos outros essa mesma felicidade. O nosso objectivo é o da felicidade sustentável (conceito meu).

Assim chegamos ao segundo ponto: como chegar a essa felicidade sustentável? Tenho a convicção que actualmente muitos modelos são capazes de gerar crianças felizes e de assegurar a felicidade de quem as educa. As famílias monoparentais podem não assegurar modelos do sexo oposto, mas se a criança for inserida num meio social em que se gere intimidade emocional com pessoas de ambos os sexos essa falha será colmatada. Creio que não preciso de dizer as famílias tradicionais com um pai e uma mãe também não são más de todo, apesar de eu não ter saído lá muito bem. Desconfio um pouco que as famílias tradicionais árabes funcionem bem devido ao papel que a mulher desempenha, mas volta e meia vemos uma reportagem sobre famílias com vários pais e/ou várias mães; pelos vistos os adultos desfrutam de um pouco mais de tempo livre e têm a possibilidade de cumprir melhor ao mesmo tempo com as tarefas domésticas e as profissionais, enquanto as crianças gostam do facto de ter muitos irmãos e pais mais presentes.

Não me parece haver nada intrinsecamente errado com nenhum modelo de família, desde que ele consiga criar um ambiente de intimidade que propicie o crescimento pleno dos indivíduos através da partilha de recursos, projectos, conhecimentos, afectos e emoções. Aliás quanto a este ser o objectivo acho que estamos todos de acordo, a menos que a Manuel Ferreira Leite seja leitora do nosso blog.

Somos todos um pouco egoístas, é verdade. Dizia-me o Hugo há uns dias que se nos aparecesse alguém e dissesse que nós podíamos escolher seguir o curso normal da nossa vida e salvar o mundo, qualquer um de nós hesitaria se esse alguém acrescentasse que, se salvássemos o mundo, nunca ninguém saberia que fomos nós a salvá-lo. Gostamos de ter coisas, de dizer que as coisas são nossas, são “minhas”, que fui “eu” que fiz. Experimentem durante uma conversa normal contar o número de vezes que a primeira pessoa é usada.

Muito embora o que foi acima dito seja verdade, também não podemos esquecer-nos que enquanto seres sociais gostamos não só de estar acompanhados como de partilhar. Sentimos as alegrias e tristezas dos nossos amigos quase como se fossem nossas. Mais, elas são também nossas. Gostamos de convidar os nossos amigos a desfrutar das nossas casas e de dividir a cama com que amamos. E não gostamos de partilhar nada mais do que partilhar comida. Um chocolate dividido parece que sabe melhor. A moda das garrafas de vinho individuais não pegou por alguma coisa. Ninguém faz fondue sozinho e nem a Maria João deve ter comido sushi a olhar para a parede. Há mais alegria numa ceia de Natal quando à crianças e velhos, adultos e jovens, e pessoas de todas as idades à volta da mesa e mais do que de dar ou de receber isoladamente gostamos de trocar presentes. Somos seres complexos e raramente uma característica humana existe em cada um de nós sem o seu oposto estar também presente.

As relações exigem por vezes um certo grau de exclusividade. É concebível ter um, dois, três ou até quatro melhores amigos, mas desconfiaria se alguém me dissesse que tinha oito ou nove e acharia que ele não conhecia as maravilhas de uma amizade plena. Não me parece possível uma tal disponibilidade de coração que nos permita acomodar tanta gente condignamente. Da mesma forma ter uma relação polígama com duas ou três pessoas parece-me emocionalmente possível, mais do que isso é ter um harém.

Outra questão importante é o conceito de relação. Acho que a nossa cultura anda numa certa fase de experimentação em que surgem novos tipo de relação (vg “fuck friends”, “friends with benefits”) não sei se todos eles são para ficar, mas com o advento dos meios contraceptivos, o adiamento da emancipação, a diminuição dos incentivos sociais ao casamento e à procriação, o aumento do número de possíveis parceiros, a flexibilização dos costumes, etc. criou-se num segmento da população demograficamente relevante a necessidade de um tipo de relação que envolva a criação de um espaço de intimidade emocional e física sem o estabelecimento de compromissos tendo em vista, ainda que remotamente, a formação de um novo núcleo familiar. Os namoros modernos têm vindo a aproximar-se destas necessidades, mas ainda levam a carga dos antigos namoros oitocentistas. O próprio casamento tem vindo a pôr crescentemente a tónica na realização do indivíduo em vez de a pôr na realização do casal, o que aponta também um pouco neste sentido.

Tudo somado acho que estamos num momento determinante na história dos relacionamentos humanos em que, curiosamente, fazemos um certo retrocesso, buscamos, consciente ou inconscientemente, soluções no nosso passado, e buscamos, uma vez mais, a satisfação dos nossos impulsos sexuais através da cópula com múltiplos parceiros, eventualmente até de ambos os sexos. Não assistimos ao fim da revolução sexual, nem mesmo ao princípio do fim, talvez, isso sim, ao fim do seu princípio.

Esta casa defende que a poligamia é inata ao ser humano

Como estive a assumir a Presidência da Mesa, deixo agora a minha opinião pessoal sobre este tema tão interessante,


A poligamia, comummente entendida nos dias de hoje como a prática de ter vários parceiros sexuais ao mesmo tempo, identifica-se cada vez mais com a noção de traição. Isto porque normalmente, a poligamia deriva da situação de um indivíduo manter uma relação com outro e por vezes, manter relações ainda com outros indivíduos, ou relações sexuais com outros indivíduos ao mesmo tempo. Existe quem defenda que hoje em dia, dadas as múltiplas possibilidades, as relações poligâmicas se tornariam em relações mais felizes e duradouras, pois nunca cairiam nas discussões de ciúmes ou de desconfianças, e nunca trariam o fantasma da traição.
Pessoalmente, defendo que quem não se quer comprometer com a monogamia, não deveria começar uma relação. Ou pelo menos com alguém que acredite na monogamia e que deposite nele os desejos da mesma orientação face aos relacionamentos. Simplesmente, assumir uma relação, tem para mim uma relação muito estreita com assumir perante alguém que sentimos coisas que passam para além da atracção física. Não que todas as relações acabem em amor, ou que todas venham alguma vez a aspirar a algo mais do que a paixão, mas sendo amor ou apenas paixão, a verdade é que é incompreensível do meu ponto de vista alguém se comprometer perante outrem, e por trás não conseguir manter-se fiel.
Lembro que durante o debate alguém falou no facto de ser hoje raro encontrar alguém que nunca traiu ou que nunca tenha sido traído. Faço minhas as palavras do Paixão e digo que de facto também eu nunca traí. Talvez tenham havido motivos e oportunidades, mas aquilo que distingue um ser humano, é conseguir ter em si a razão de saber o que é correcto e errado. E assim, qualquer atracção sexual de momento, qualquer impulso, qualquer vontade, fica travada pela ideia de que existem alguém que vai ser directamente afectado pelas nossas fraquezas. Considero que a base do respeito numa relação passa também por esta capacidade de deixar de lado o nosso instinto animal, em prole de algo que nasce em comum. Também porque acredito que esconder isso de alguém com quem se está é basear tudo numa mentira, e porque de certa forma sei que não conseguiria deitar-me ao lado de alguém sabendo que lhe fui infiel.
Se todos queremos viver por impulsos de momento, então não faz sentido querer manter uma relação. Simplesmente porque passamos de ser nós e passamos a ser dois de nós, por muito que haja independência, por muito que as coisas possam ter pouco tempo, por muito que alguém se arrependa. A verdade é que os erros acontecem. Provavelmente quem comete erros acaba por nunca mais os fazer, mas uma vez um erro feito, basta por vezes para derrubar coisas que certamente iriam durar mais tempo e muito provavelmente iam trazer mais felicidade. E existem depois aqueles que simplesmente não conseguem ser monogâmicos, mas que também não entendem as dimensões dos actos que cometem e simplesmente acham para si mesmos que gostam de alguém e que o facto de gostar não implica que carnalmente não possam estar com outras pessoas.
Do meu ponto de vista, de alguma forma pode alguma vez o amor ou a paixão, conviver de mãos dadas com a poligamia. Embora alguns seres humanos nasçam inatamente poligâmicos, ou mesmo que todos nasçam poligâmicos, a verdade é que muitos deles (ou pelo menos assim o espero), conseguem controlar-se e nos processos de socialização aprendem que os sentimentos e as relações de afecto com os outros, não são compatíveis com a leviandade, mas sim com a monogamia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quarta-feira

A menos que haja quem se oponha a próxima Sociedade de Debates fica marcada pela quarta-feira às 14h30 para evitar conflitos com o comboio do caloiro e com o latim.
Vai ter de ser publicitada a coisa em cartazes logo na segunda e conta com a vossa capacidade para passar a palavra.

As inscrições na SdD vão avançar, espero que também já segunda.

O Ricardo deu-me uma sugestão para a determinação da Mesa: assume a presidência e escolhe os membros da Mesa o vencedor do debate anterior.
Este método permite rotatividade e assegura o mérito das pessoas na Mesa, reforça a legitimidade da presidência, valoriza a vitória nos debates, mas sobretudo poupa-nos o trabalho de andar a decidir quem vai ser da Mesa desta vez.
Se aceitarem a proposta será desta vez o Paixão a presidir à Sociedade de Debates.

Uma vez que o Paixão não poderá estar presente na quinta, reforça-se o pedido de antecipação do debate para quarta.

Definições

Depois das questões de ontem muitos devem estar neste momento a pensar no que são e para que servem as definições afinal?
Como foi dito num post anterior "a definição é uma resposta à pergunta: "O que é que a moção quer dizer?". Em princípio as definições não são uma coisa nem para tomar muito tempo, nem para serem muito difíceis ou diferentes da própria moção. Para que serve uma definição? Para todos estarem a falar do mesmo."

A definição é portanto a interpretação que o Primeiro-Ministro faz do texto da moção. É claro que ele vai tentar "puxar a brasa à sua sardinha" e arranjar uma definição que torne o debate mais difícil. Isto não só é lícito como deve ser valorizado. Coisa muito diferente é o PM dar uma definição que não tenha uma ligação clara e lógica com a moção, que se prove a si mesma, que consista num enquadramento temporal, geográfico ou outro, para que a moção não aponte, ou que feche o debate a questões parciais. Tudo isto está palavra por palavra no regulamento.

Se a moção deve dar iguais oportunidades a ambas as partes a definição não precisa de as dar. A definição pode ser naturalmente favorável à primeira e terceira bancadas como forma de compensar os seus elementos pelo facto de ter menos tempo.

As outras bancadas podem discordar da definição que foi dada e têm o direito a expressar esse seu desagrado nos seus discursos, mas terão de debater com base na moção dada pelo PM como se de uma nova moção se tratasse porque estamos perante uma espécie de interpretação autêntica. A moção é trazida pelo PM, é o PM que define os seus termos.

Qualquer orador, mas em especial o primeiro orador da terceira bancada, pode contestar a definição e apresentar uma definição alternativa de forma breve, mas sempre tendo em mente que esse não é o objectivo do discurso. Não querendo ser aqui um ditador dos tempos eu diria que 30 segundos chegam para apresentar uma nova definição: "Ouvimos há pouco a definição da moção que nos deu o PM e ficamos pasmados pelos seus dotes de ilusionismo. Tirar aquela definição da moção é como tirar um coelho da cartola. Sem truques na manga achamos que definir "x" como "y" e não como "z" seria mais interessante para o debate e mais fiel ao texto da moção." (17 segundos)

Mas caso ache que houve uma violação ostensiva dos regulamentos é no interesse do debate e do líder da oposição que este desafie a moção e não apenas que a conteste usando um ponto de informação à Mesa antes do fim do discurso do PM. A Mesa deverá então pedir ao líder da oposição que prove a existência de uma violação ostensiva. Caso a Mesa concorde com a argumentação apresentada deverá retirar a palavra ao PM e pedir ao líder da oposição uma nova definição, num discurso sem perguntas com, no máximo, quatro minutos. Caso haja nova violação ostensiva das regras para a elaboração da definição deve o primeiro orador da terceira bancada desafiar a definição. Em caso de terceira violação ostensiva terá o primeiro orador da quarta bancada a oportunidade de desafiar a moção.Em caso de quarta violação ostensiva terá o Primeiro-Ministro a oportunidade de desafiar a moção, e assim sucessivamente. Caso a Mesa não considere haver uma violação ostensiva, pode penalizar o deputado que desafiou a moção, se tiver razões para acreditar que o desafio teve a intenção de prejudicar o orador ou de desestabilizar o debate. Definida a moção após o(s) desafios a Mesa devolve a palavra ao Primeiro-Ministro para que este inicie o seu discurso. Uma vez mais está tudo no regulamento.

Repito o que já tinha dito:

Vamos a um exemplo:

1. Esta casa acha que a descriminação racial é uma arma no controlo da criminalidade.
Definição 1: Nós acreditamos que mandar os pretos para Àfrica ia reduzir a criminalidade.
Definição 2: Nós acreditamos que leis diferentes para raças diferentes ia reduzir a criminalidade.
Definição 3: Nós acreditamos que, estando certo tipo de criminalidade associada a determinadas raças, as forças políciais devem poder descriminar as pessoas nas suas abordagens de rotina.

Não pensando muito no assunto eu diria que todas estas definições são aceitáveis, mas poderiam ser contestadas por um líder da oposição com boa capacidade argumentativa que conseguisse provar a existência de violações OSTENSIVAS.

Na prática: a menos que tenham um bom discurso na manga ou achem a definição totalmente disparatada deixem o Primeiro-ministro levar com pontuações baixas dos adjudicadores por ter apresentado uma má definição, adquei o vosso discurso à definição e contestem-na no discurso de forma brevíssima só para o caso de a Mesa não se ter apercebido da violação (e receberem umas migalhas).

Ninguém gosta de um uso excessivo destas válvulas de escape regulamentares. Não são uma boa ideia para ganhar a simpatia da audiência ou dos adjudicadores.

2. Esta casa acredita que a imigração devia ser proibida.
Definição1: Nós defendemos que a imigração do Mali para o Botswana devia ser proibida pelo Gana.
Definição2: Nós defendemos que a imigração de mão de obra pouco qualificada devia ser proibida.

De forma simples: a definição 1 está mesmo a pedir para ser contestada, a definição 2 até pode ser chata de atacar mas é a vida. A definição 1 está muito mal feita, a definição 2 colocou-se ali naquele ponto em que não se pode dizer que há uma violação, mas dificulta a vida às outras bancadas.

Por último gostaria de reforçar o seguinte:
Terminado o discurso do PM não adianta chorar. As definições são para ser seguidas por todos os participantes, independentemente de terem preparado o discurso para o embate com uma definição diferente, ou mesmo que achem a definição desequilibrada. Se assim ao acontecer temos 8 discursos sobre 4 coisas diferentes e não um debate. Para haver um debate é preciso percisar qual é o objecto do debate, o que está em jogo.

Passado, presente e futuro

Desculpem 1. Antes de mais nada tenho de endereçar a todos os presentes, e aos ausentes que depositaram algumas esperanças na Sociedade de Debates, um sincero e lamentável pedido de desculpas. Tenho a plena consciência de que a minha exaltação em nada contribuiu para uma melhor execução dos regulamentos, nem durante o debate, depois dele.


2. Peço especiais desculpas a todos os elementos da Mesa que, na pessoa da Daniela, acabaram por ser vítimas da interpretação de um artigo que, ao que vejo, não está bem redigido. De qualquer modo, por mais certo que estivesse ou deixasse de estar, nada justificaria uma reacção desproporcional. Este é de facto um dos problemas de o legislador ser também alvo das suas normas.

3. O meu objectivo nunca foi contestar as pontuações, mas sim a interpretação do regulamento feita pela Mesa. Outra justificação (ou mesmo justificação nenhuma) e não teria havido reacção. Para mim a interpretação do artigo era evidente, e continua a sê-lo, mas aparentemente ele pode ser interpretado de maneiras diferentes daquelas em que o foi por mim e pelas Mesas a que pertenci desde a entrada em vigor do regulamento. Haverá certamente oportunidade para explicar melhor estes aspectos técnicos não é para isso que serve este post.

4. Analisadas exaustivamente todas as hipóteses (saímos agora da Faculdade) chegámos à de que o único caminho aqui é para a frente. Continuaremos sem desvios o rumo que traçámos para este projecto. Qualquer outra alternativa seria resultado de uma hiperbolização do que se passou e poderia pôr em causa a continuidade de uma ideia por que todos temos vindo a nutrir um carinho crescente.

5. Neste sentido impõem-se a breve trecho alguns desafios importantes, entre os quais o mais urgente é relativo ao próximo debate. Como vai haver comboio do caloiro na quinta-feira afiguram-se duas hipóteses: fazer um debate no horário normal ou mudar de horário. No caso de mudança de horário creio que a melhor solução seria a optar pela quarta-feira depois de almoço, já que, ao que me disseram, não está programada a mobilização de todos os caloiros, como é habitual. Teremos no entanto de confirmar este dado junto das autoridades competentes.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Teoria da Conspiração

Eu se calhar já começo a ser consumido pela teoria da conspiração, mas já pensaram se os atrasos na entrega do Orçamento de Estado foram projectados pelo Ministro de forma a não se ouvirem críticas de outro género ao documento? Acabo de assistir a várias peças do telejornal em que mal se falava de outra coisa. E depois de tantas críticas tudo "acaba em pizza" com um pedido de desculpas do Augusto Santos Silva.

É que para além do típico "é de mais" vs "é de menos" em que vão alternando patrões e sindicatos, partidos à direita e partidos à esquerda, ainda não vi nada se não cautelosos elogios de um ou outro economista.
Se não foi assim, bem que podia ter sido.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Reunião

Reunião brevíssima na quinta depois do debate para falar dos próximos projectos. Obviamente que vai quem puder.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

VII Debate

1. Já viram o cartaz que está no Bar?

É para ficar lá todo o semestre (pelo menos) por isso protejam-no bem, por favor (deu muito trabalho).

2. Para o sétimo debate eu sugeria que a Mesa tivesse a Daniela na Presidência e a Maria João na Vice-Presidência. É importante termos gente treinada.

3. Para debater: eu gostava de debater, o Noronha já me disse que também queria e eu queria levar o Tiago comigo. Mais alguém?

4. Obviamente que podem trazer quem quiserem.

5. Luísa, trazes a câmera? Já tens o vídeo do quinto debate?

6. Vamos ter finalmente um cronómetro.

7. Campainha, alguém?

8. Fotos?

9. Fazemos flyers outra vez?

VI Debate

Esta casa defende que toda a arte é inútil.

Bancada 1: 111 pontos
Manuel: 55
Ana: 56

Bancada 2: 150p.
Rui - 74p.
Diogo - 76p.

Bancada 3: 143p.
Canotilho -66p.
André "Joaquim Bastinhas" - 77p.

Bancada 4: 143p.
Flávio - 71p.
Frederico - 72p.
















sábado, 11 de outubro de 2008

Torneio 18 e 19 de Abril de 2009

Ideias não têm faltado a esta Sociedade. Todos os dias alguém me diz: "Deviamos era fazer isto" ou "Por que é que não falamos daquilo?". Há vários projectos no prelo que eu tenho vindo a discutir convosco, mas um deles, pela sua dimensão, precisa de ser discutido aqui com a devida antecedência. Falo da realização de um torneio de debates promovido pela Sociedade em que devem participar equipas não só da FDUP, como de qualquer outro estabelecimento de ensino superior.


Da forma como o temos imaginado será algo deste género:
- 32 equipas (de duas pessoas);
- um máximo de 5 equipas por estabelecimento de ensino superior;
- usar-se-á no torneio o regulamento em vigor (mais ou menos alteração);
- o modelo de torneio deverá ser mais ou menos o seguinte:


(não exactamente "tipo liga dos campões" porque no futebol as equipas jogam duas a duas e aqui quatro a quatro o que implica algumas alterações)
- No primeiro dia (18/4) decorreriam simultaneamente em oito salas diferentes as eliminatórias. Começariamos por um acolhimento às 8h30 seguido de uma breve explicação do funcionamento do torneio e do sorteio das equipas pelos grupos. A primeira ronda entre 10h-12h, segunda entre as 14h-16h, terceira entre as 16h-18h e a quarta entre as 18h-20h.
- No segundo dia (19/4) decorreriam simultaneamente em quatro salas diferentes os quartos de final (10h-12h), depois em duas salas as meias finais (14h-16h) e a final (16h-18h) seguida da entrega dos prémios.

Alguns problemas:
- É um fim de semana. Há muita gente fora. Mas se queremos trazer gente de outros cursos eles não têm a flexibilidade para faltar às aulas que nós temos e portanto só pode ser num sábado e num domingo.
- Ser a um fim de semana traz pouco, ou nenhum, público. Talvez seja de pensar levar a final para uma quinta feira, não sei.
- Dois dias é muito tempo. Mas é a única forma de termos este número de debates e este número de participantes.
- Quatro debates por dia é muito. É verdade, mas isto tem o seu quê de maratona.
- Fica caro. É verdade, acho que deviamos oferecer almoço, lanche e jantar, além de canetas e folhas. Para isso temos de cobrar no mínimo 25 euros por pessoa. Onde almoçar e jantar? Onde almoçar no centro do Porto a um Domingo? Patrocínios? É muito caro?
- É preciso a autorização da Faculdade e vai ser difícil de conseguir. Vai, por isso é que eu queria mandar um requerimento já com tudo direitinho ainda este semestre, para no início do próximo começarmos a convidar pessoas.
- Prémio. O que será? A tradicional garrafa de vinho do Porto? Dinheiro? Vindo de onde? Patrocínios?
- Não temos oito palanques. Também não são indispensáveis para o debate. Soluções?
- Estadias. Caso haja alguém que tenha de ficar a dormir no Porto de certeza que se arranja uma casa qualquer que o receba...
- Festa. Não sei, se calhar.
- Arranjar 16 pessoas para a Mesa é impossível para nós neste momento, mas podemos dizer que cada estabelecimento tem de levar pelo menos um adjudicador e assim a coisa é mais fácil. Além disso só precisamos dos 16 durante um dia.
- Videos na apresentação dos temas?
- Como fazer a divulgação?
- Tantos outros problemas ....


Partilhem ideias, digam coisas.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Habeas Pinho

Pelo que me chegou, em 1955, em Paríba, no Brasil, um grupo de boémios estava a meio de uma serenata quando a polícia chega e lhes apreende a viola (violão em "português do Brasil"). O grupo recorre então aos serviços de um jovem advogado, Ronaldo Cunha Lima, que simpatizou com os jovens e pediu em juízo que fosse devolvido "o violão", num pedido que ficou conhecido como "Habeas Pinho". O advogado em causa virá a ter uma longa e bem sucedida carreira política.

"Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 2ª Vara desta Comarca :

O instrumento do crime que se arrola
Neste processo de contravenção
Não é faca, revólver nem pistola.
É simplesmente, doutor, um violão.

Um violão, doutor, que na verdade
Não matou nem feriu um cidadão.
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.

O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade.
Ao crime ele nunca se mistura.
Inexiste entre eles afinidade.

O violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam as mágoas e que povoam a vida
Sufocando suas próprias dores.

O violão é música e é canção,
É sentimento de vida e alegria,
É pureza e néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração.

Seu viver, como o nosso, é transitório,
Porém seu destino se perpetúa.
Ele nasceu para cantar na rua
E não para ser arquivo de Cartório.

Mande soltá-lo pelo Amôr da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno açoite
De suas cordas leves e sonoras.

Libere o violão, Dr. Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, porventura, o infeliz,
cantar as mágoas que lhe enchem o peito?

Será crime, e afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
perambular na rua um desgraçado
derramando na rua as suas dôres?

É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento.
Juntando esta petição aos autos nós pedimos
e pedimos também DEFERIMENTO.

Ronaldo Cunha Lima, advogado."

O Juíz Roberto Pessoa de Sousa responde ao advogado, igualmente em verso:

"Recebo a petição escrita em verso  
E, despachando-a sem autuação,   
Verbero o ato vil, rude e perverso,   
Que prende, no Cartório, um violão.  
   
Emudecer a prima e o bordão,  
Nos confins de um arquivo, em sombra imerso,  
É desumana e vil destruição  
De tudo que há de belo no universo.  
   
Que seja Sol, ainda que a desoras,  
E volte á rua, em vida transviada,   
Num esbanjar de lágrimas sonoras.   
   
Se grato for, acaso ao que lhe fiz,  
Noite de luz, plena madrugada,   
Venha tocar á porta do Juiz."



segunda-feira, 6 de outubro de 2008

VI Debate

As coisas do costume:

- Gente para a Mesa [eu não quero ficar];
- A câmera da Luísa (?) [eu posso levar o tripé];
- Ajuda na divulgação;
- Ajuda para arrumar a sala;
- Uma campainha [ou equivalente];
- Se alguém tivesse um cronómetro a sério era bem-vindo;
- Alguém para tirar fotos (eu quero a Mariana);
- Uma pessoa por ano para, na quarta, ir falar às salas.

Já que estamos a tratar de coisas logísticas:
- Se acharem bem eu vou começar a fazer os contactos para, no início do segundo semestre, fazermos um debate com alunos e professores (sim, aquele com que o Henrique anda a salivar há tanto tempo);
- Antes desse debate acho que podemos fazer o nosso encerramento do semestre da melhor maneira com um debate com dirigentes associativos (já foram feitos alguns contactos preliminares e a coisa tem sido muito bem recebida);
- Ninguém anda a clicar nos anúncios!;
- Fichas de inscrição, alguém quer ficar com a competência de tratar disso? Elas já estão feitas, falta só chatear as pessoas.
- Eu acho que devemos organizar um torneio no segundo semestre. Ideias: em que moldes? com quem? quantas equipas? é cedo demais?


Fotos do V Debate













Já que estamos a falar de feriados....

Durante o 5 de outubro fez-se aki na SdD uma grande discussão sobre o significado, e aquilo que se festejava no 5 de outubro. Ora eu aproveito a deixa para lancar outro tema que é o dos feriados RELIGIOSOS (Das poucas coisas que eu gosto na religião catholica).

Vejamos os feriados existentes em portugal

Ora sem contar com o natal [pois este, ainda que seja um feriado considerado da religiao catholica eu nao o considero como tal pois é um festa pagã que foi adaptada, e sempre foi celebrada, mesmo antes do cristianismo(so que sem o nome NATAL LOL)] Temos 7 feriados Religiosos(ainda que um feriado a um domingo.... bom quem é que teve essa brilhante ideia) em 14 ou seja metade dos feriados sao a celebrar coisas que nao sao grandes marcos da historia mundial ou mais importante grandes datas do pais!!!!! Posso-vos dizer que ainda que compreenda a celebraçao da pascoa, ja nao compreendo a da imaculada conceiçao ou da assunçao da nossa senhora entre outros!! WTF É simplesmente ridiculo que num estado que se diz laico e portanto se deve manter neutro, ou melhor, pode não se manter neutro e apoiar uma confissão religiosa se esta tiver um papel importante na sociedade, dê feriados a essa mesma confissão religiosa.

Acho ridiculo que com tanta data importante para celebrar (relativamente a datas importantes para o PAÍS) se vá celebrar dias "santos"!!!! E eu so estou a por a questão no nivel de questionar os feriados religiosos, pois ha pessoas que querem celebrar os seus dias religiosos e nao podem porque sao se outra confissao(mas nao tenho a certeza se ha ou nao legislaçao que flexibilize isso por isso nao vou falar desse caso)

Os feriados religiosos que temos na minha opinião sao ainda resquicios da ditadura, e do seu apego à igreja! Por isso eu defendo a abolição deles, (tirando a pascoa e o carnaval, o primeiro pelo facto de nao me aquecer nem arrefecer Calha ao DOmingo e assim os catholicos ficam felizes e o segundo «porque é ja actualmente um feriado facultativo, o governo todos os anos tem de o declarar»! De Resto abolir todos os outros feriados religiosos e substitui-los por outros na mesma ou noutra data, e que tenham mais significado para o país!! (e nao para alguns)

P.s. Substituir nao significa diminuir o numero de feriados =D vá.... também gosto do meu descansozinho

domingo, 5 de outubro de 2008

curiosidades de calendário

Pelo fascinante raciocínio do Ary, ficamos a saber, através de uma avalanche de revelações de todas as coisas que aconteceram no dia 5 de Outubto, que nem a assinatura do Tratado de Zamora, tão importante para a história de um país perifericamente europeu, nem a revolução de 5 de Outubro, que despoletou um século que se revelou uma valente merda para o mesmo país perifericamente europeu, valem de alguma coisa, perante datas tão importantes como a celebração de um concílio romano-oriental em Constantinopla ou a realização de um sketch dos Monty Python.
E eu sou levado a concordar.
Entre teologia bizantina e humor britanico, contra datecas de ínfima importância, eu vou para os lados de Justiniano, Michael Palin (o único Palin tolerado pela nomenklatura) e John Cleese.

O genuíno, único, ímpar, verdadeiro, autêntico e original 5 de Outubro

Faz hoje 1139 anos o quarto concílio de Constantinpla, 506 anos da descoberta da Costa Rica, 494 anos da chegada da primeira missão diplomática japonesa à Europa, 343 anos a Universidade de Kiel, 215 anos que o Catolicismo deixou de ser a religião oficial da França, 144 que a cidade de Calcutá foi destruída por um ciclone e 94 anos a primeira morte num combate aéreo, 55 anos da primeira reunião dos "narcóticos anónimos".


Mas se o que precisam é de um pretexto para celebrar e a Universiadade de Kiel não vos diz nada, então temos uma variedade de eventos que vos vão fazer sorrir: em 1944 foi estendido o sufrágio às mulheres francesas, em 1983 recebeu Walesa o prémio Nobel, e em 1989 o Dalai Lama, em 1991 surgiu o Linux. Nasceu em 1541 El Greco, em 1713 Diderot, em 1864 Lumière, em 1936 Teresa Heinz Kerry, em 1975 Bobo Baldé e em 1983 Nicky Hilton. Também não nos podemos esquecer que hoje é o dia internacional do professor, o dia do exército na Indonésia e o dia de Hor e Susia para a Igreja Ortodoxa Copta e dia da pequena empresa no Brasil.

Mas se nada disto vos animar deixo-vos com a notícia de que faltam 87 dias para acabar o ano, e com um clip de Monthy Python's Flying Circus, que faz hoje 39 anos.



o único e verdadeiro 5 de Outubro


Em Resposta ao Louvor Republicano:


Será que um monárquico deve ficar em casa, no 5 de Outubro?

Será que um monárquico, tal como a restante população que não festeja o 5 de Outubro porque não tem muito de bom para recordar dele, deve ficar em casa a comer cheetos ou pataniscas?

Não.

Eu festejei. A República? Não. Algo mais verdadeiramente português. A data da assinatura do Tratado de Zamora. O Único e Verdadeiro 5 de Outubro.

Súbdito? Não, sou cidadão. Republicano? Não, sou português.

nota: e fui festejar fora, num restaurantezinho muito simpático no Porto. Um filetinho de polvo que me pôs a barriga mais satisfeita que as maminhas da menina República...
nota da nota: o jantar acima mencionado foi feito da noite de 4 para 5. O calendário do portátil,tão monárquico que é, saltou este dia e pôs-me já no dia 6...

Sarah Palin (para ver se isto mexe um bocado)


Eu também estou assustado

Outubro, Abril e outros meses




Faz hoje 98 anos que Portugal é uma República -- esta era a forma como eu queria começar este texto, mas depois apercebi-me de que não é bem assim.

Os republicanos chegaram ao poder reunidos por um inimigo comum, a monarquia, mas rapidamente, com o fim desse elemento agregador, surgiram divergências. Como agravantes, estão as dificuldades económicas herdadas e as criadas pela participação na Primeira Guerra Mundial e o sistema parlamentarista imoderado que resultava da constituição aprovada em 1911. A política anti-clerical num país com fortes crenças religiosas terá também contribuído para diminuir uma base de apoio, que passou rapidamente de muito larga a muito estreita. O resultado foi um período de grande instabilidade entre 1910 e 1926, em que tomaram posse sete Parlamentos, dezasseis Presidentes da República e cinquenta Governos. É no entanto simplista dizer que a I República se resume a boas e grandes intenções, já que foram conseguidos alguns progressos sociais: foi reconhecido o direito dos trabalhadores a reunirem-se em sindicatos, a igualdade de género, foi reduzida a semana de trabalho para quarenta e oito horas semanais, criada protecção social para órfãos e mães solteiras e leis laborais de protecção das mulheres e menores, foi reconhecido o direito ao divórcio, proibida a censura e reconhecido o direito à greve, melhorado muitíssimo o acesso à escolaridade básica e criada uma rede de novos estabelecimentos de ensino, nomeadamente superior, por todo o país, etc.

Todas as revoluções são projectos políticos que encontram baionetas e têm geralmente dois propósitos: em primeiro lugar, substituir uma regime decadente, num país decadente; em segundo lugar, implantar um regime que seja o oposto exacto do anterior. No caso da República, como em muitos outros, o projecto fica por cumprir e passa-se "da barbárie à decadência sem a civilização pelo meio". 

Como podemos cumprir Abril se falta cumprir Outubro?

Todas as Repúblicas vivem do sonho de criar um país em que o poder político está na mão de todos, em que todos, independentemente de nascerem pobres ou ricos, têm a possibilidade de chegar a qualquer cargo, em que não à lugares reservados, em que se só se entra por se ter um nome sonante ou por se ser filho do seu pai. Todas as Repúblicas aspiram a um país de cidadãos e não de senhores e súbditos, em que não há uns mais e outros menos, em que não há privilégios, mas direitos que permitem um melhor exercício dos cargos que se desempenham. Todas as Repúblicas nascem da permissa de que todas as cabeças pensam melhor que uma, ou do que algumas, de que os cargos são melhor exercícidos quando se tem de prestar contas a alguém e quando não há cargos vitalícios, de que mais vale confiar no discernimento do povo do que na lotaria do nascimento.

É isso que vemos neste Portugal do início do século XXI? Onde se perderam estes desígnios que não chegaram ainda a casa?

Como podemos cumprir Abril se falta cumprir Outubro? Como podemos "cumprir Portugal"?

sábado, 4 de outubro de 2008

V Debate - Esta Casa defende o tiranicídio

Depois de muitas alterações de última hora ao cartaz e de alguns atrasos, teve lugar um dos melhores debates até agora e certamente o mais assistido.


Divulgam-se as pontuações:

Bancada 1: 166 pontos
Frederico Cardoso - 80p.
Sérgio Morais - 86p.

Bancada 2: 144p.
Pedro Quintas -75p.
Campos - 72p.

Bancada 3: 147p.
Paulo Meireles - 84p.
Isabel - 60p.

Bancada 4: 131p.
Ricardo - 71p.
Camelo - 60p.




quinta-feira, 2 de outubro de 2008

V Debate - Deputados

Sérgio "Mike" Morais
Frederico "Fredy" Marchand
Isabel "Ursa"
Frederico Styliano
Miguel Sousa
Pedro Quintas
Paulo Meireles
Frederico "Chiquinho" Bessa Cardoso

A organização fez de tudo para ter um debate com pessoas que representassem diferentes grupos da faculdade, diferentes perpectivas de vida e diferentes sexos. Tal não foi possível devido à indisponibilidade de muitas das pessoas contactadas.
Apesar dos desequilíbrio mais que evidentes esperamos um grande debate.



quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Alea jacta est

Como publicado no blog do Tribuna:

"Se olharmos o mundo sem ver, sem pensar, absorvendo apenas a luz que as nossas retinas captam, sem atender mais a umas coisas que a outras, sem distinguir o importante do insignificante, o bom do mau, o feio do belo; se não procurarmos desesperadamente um sentido, uma Grundnorm, um deus ou um diabo que unifique finalmente todas as partes desavindas, todas as meadas do novelo; se, por fim, vivermos cada dia dar significado ao passado ou especular sobre o futuro; se fizermos tudo isto, iremos certamente perceber o quão absurda, desligada, desconexa, aleatória e surreal é a própria realidade.

São sempre os resultados mais improváveis que acontecem quando o cenário é complicado, porque, provavelmente, a soma das probabilidades de todos os resultados improváveis, supera, e bem, a soma das probabilidades de todos os resultados prováveis.

O mundo é .... estranho.

Claro está que eu não acredito no próprio conceito de aleatoriedade. Nada é aleatório, ou verdadeiramente aleatório. Tudo está dependente, em última instância de leis físicas, que, pelo menos acreditando na ciência mais moderna, são sempre iguais a si mesmas. No fundo tudo depende de alguma coisa, ou de algumas coisas, ou melhor ainda: tudo depende de tudo e todas as variáveis se entrecruzam de modo a que a nuvem de fumo de dois cigarros iguais, acesos ao mesmo tempo, da mesma forma, um ao lado do outro, sejam sempre completamente diferentes. Confusos? Eu também ...

Quando Julio César passou o Rubicão com as suas legiões a caminho de Roma, depois da campanha da Gaulia, violando as leis da República, disse: "alea jacta est" ("a sorte está lançada", ou "os dados estão lançados"). 

Pode parecer paradoxal, mas na verdade a inexistência da aleatoriedade não impede a existência da sorte se esta for definida como uma sucessão favorável de acontecimentos toldada por variáveis complexas. Partindo desta definição então a sorte acaba por estar em todo o lado, determinando muito daquilo que acontece.

A aceitação destas verdades pode não trazer muita felicidade, mas pelo menos pode tirar-nos alguma soberba ou algum peso na consciência.

Esta coluna será sobre todas as coisas insignificantes, todas as pequenas variáveis e todas as grandes coisas. Não olhará ao útil, ao inútil, ao interessante ou ao desinteressante, pois sob este prisma todas as coisas são iguais quando giraram ferozmente no poderoso turbilhão das coisas. Afinal as ervas daninhas são só ervas paras as quais ninguém descobriu ainda nenhuma propriedade, não têm nada de intrinsecamente pior que muitas outras que crescem expontaneamente nos nossos jardins...

Afinal o conhecimento não ocupa lugar e a vida, guião sem argumentista, aproxima-se na sua diversidade mais do absurdo que do dramático e portanto mais da comédia que da tragédia.

Alea jacta est:

Não há mais ozono há beira-mar do que em qualquer outro lado. A beira-mar cheira a algas em decomposição (basicamente enxofre) e inalar esse cheiro só poderá ter efeitos placebos.
Se queres apanhar uma boa dose de ozono lava-te com lixívia, vai para a beira de equipamentos de alta voltagem, torna-te ambientalista e vai abraçar salgueiros e carvalhos ou, para maior eficácia: mete a boca num tubo de escape e respira profundamente..."

Alea jacta est é uma coluna semanal do blog Tribuna publicada todas as segundas.