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domingo, 12 de julho de 2009

(café da manhã e) Dto Civil

"o eu põe o não-eu e põe o outro" (relação jurídica)

(...) "a máscara - persona - dada aos homens no teatro da vida jurídica" (sobre a personalidade jurídica)

Cabral Moncada

sábado, 20 de junho de 2009

O Estúpido

Há aqueles que são tão estúpidos que ao olharem para o seu reflexo não se apercebem da sua triste condição. O Estúpido fala de tudo, sempre com razão! Fala da Vida com a argúcia própria de um sábio. Adoro conversar com estúpidos, eles sabem tanto, já passaram por tudo e cultivam isso aos olhos de todos. Adoro! Mas, também entendo os mais humildes (creio que não é a palavra correcta), que quando falam com Ele, ficam um pouco retraídos e expõem as suas dúvidas e nessa altura o Estúpido revela toda a sua essência: é incapaz de compreender porque raio falar da Vida não é característico de um sábio. Ele sabe tudo é certo, mas em todo o seu magistral saber é incapaz de compreender aqueles que ainda não foram atacados por tal cegueira.
Os Estúpidos são pessoas caricatas... Conheço muitos! Adoro conversar com eles, fazem-me sorrir e, hoje em dia, o sorriso é algo tão raro em mim...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

sur le fil



Não há palavras suficientes para descrever a sensação que esta música me traz.
Mas, é mais ou menos isto de que falo quando me refiro ao "choro" próprio dos violinos...
De qualquer forma, deixo-a aqui...


(última música XD não quero tornar a sociedade de debates num repositório de músicas)

society*




It's a mistery to me
we have a greed
with which we have agreed

You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me

When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed

I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

there's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like its starting from the top
you can't do that...

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

Eddie Vedder, "Into the wild"

* Como gostava de ter sido eu a escrever estes versos.... (é estranho)


quinta-feira, 11 de junho de 2009

do meu mundo*

Acusaram-me de soberba.
Fiquei triste.
Matutei, matutei, matutei,
logo me ri.

Eis que fundo o meu mundo
na sua plena imperfeição.
Fundo-o no Amor.
Aceito que desgostem dele
que não queiram habitá-lo.
Não o imponho a ninguém.

O meu mundo é de livre aceitação.
Só o percorre quem o aceita
e esse caminhante não está obrigado.
Pode desistir, pode refazer o seu caminho.
Trilha as paisagens que quiseres!
Não te prendo. Procusto não habita por aqui.
Eis que se avizinha a tomada de Posse do meu mundo.
As coisas só existem enquanto queridas por mim.
E só existem para os outros na mesma condição.

Acusem-me de soberba.
Não entenderás a fronteira.
A diferença de grau entre as planícies e montanhas
que nos separam...


* Para as "crianças" (mesmo as que não sabem ler) pois entendem...
Para os "adultos" que lêem e não entendem.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

coisas**

"É impossível percorrer uma qualquer gazeta, seja de que dia for, ou de que mês, ou de que ano, sem aí encontrar, em cada linha, os sinais da perversidade humana mais espantosa, ao mesmo tempo que as presunções mais surpreendentes de probidade, de bondade, de caridade, a as afirmações mais descaradas, relativas ao progresso e à civilização.
Qualquer jornal, da primeira linha à última, não passa de um tecido de horrores. Guerras, crimes, roubos, impudicícias, torturas, crimes dos príncipes, crimes das nações, crimes dos particulares, uma embriaguez de atrocidade universal.
E é com este repugnante aperitivo que o homem civilizado acompanha a sua refeição de todas as manhãs. Tudo, neste mundo, transpira o crime: o jornal, a muralha e o rosto do homem.
Não compreendo que uma mão pura possa tocar num jornal sem uma convulsão de asco."

Charles Baudelaire

Lembro-me de ter falado do asco à imprensa de C. Baudelaire ao T. Ramalho..
Não descansei até encontrar o referido pensamento. Aqui fica!

Aditamento: "Certa manhã, após tantos desesperos, uma irreprimível vontade de viver virá anunciar-nos que tudo acabou e que o sofrimento não possui mais sentido do que a felicidade." Camus