domingo, 4 de abril de 2010

Mais um

escândalo que abala a Igreja, ou coisa do género. Não pretendo abordar o fundo do problema, só deixar um breve desabafo. Talvez seja impressão minha, mas parece-me que a maior parte dos ataques que tem surgido por todo o lado - contra o celibato, contra a hierarquia, contra as freiras não poderem ser sacerdotisas, .... - vêm de fora. Tem graça que o abalo, que a estrutura da Igreja Católica, pretensamente, sofreu, é especialmente sentido por quem não é católico, por quem não acha nem deixa de achar (legitimamente) se Deus existe, por quem acha que existe, embora não acredite em Jesus Cristo, filho de Deus, por quem diz que este último foi só o primeiro comunista e Deus é uma ficção dos homens ou por quem não diz nada e, igualmente, está ofendidíssimo; que a perda de credibilidade seja especialmente notada por quem...não crê.
Tem graça que, neste cenário, um Pregador - numa homilia - afirme, em citação, que esta situação é análoga àquela por que os judeus passaram e o mundo lhe caia em cima. Apesar de haver uma suspeita descida sobre todos os membros da hierarquia (que, aparentemente, ou são pedófilos ou cúmplices - o que não será, então, um estereótipo).
Tem graça como, nas nossas sociedades livres, democráticas, plurais, tolerantes, integrantes, personalistas, fraternas, ..., um poder ao lado do Estado, ainda que sem espada, incomode tanto.
Disse no início que não pretendi abordar o fundo. Queria dizer, afinal, que não queria tratar da pedofilia.
p.s. - Deixo a recomendação para o artigo de Alberto Gonçalves na Sábado desta semana (na última página de texto).

44 comentários:

Ary disse...

Interessante reflexão.

Daniela Ramalho disse...

Ah, esqueci por acaso de referir que também partilhas a ideia de que a Igreja católica também está a ser atacada.
A minha opinião sobre o assunto já foi expressa pelo que não concordo com o teu texto. Mais adianto, que é de mau tom comparar isto com o anti-semitismo, especialmente vendo ao que ele levou e vendo em que se fundou. E aqui, neste caso, é essencial focar a pedofilia. Se pedir responsáveis é atacar a igreja, se divulgar os culpados é atacar a igreja então sinceramente, tinha a igreja em melhor conta do que ela merece. Além do mais, não são todos que estão sob suspeita, são nomes que têm vindo a ser divulgados.

Daniela Ramalho disse...

Aliás, questionar as coisas é bastante diferente de atacar as coisas. É normal que na actualidade, estando as desigualdades de género a ser bastante combatidas, se pergunte o porquê de a hierarquia ser exclusivamente masculina; ao mesmo tempo faz sentido perguntar o porquê do celibato. São perguntas completamente legítimas e sem pretensão de atacar ninguém.
O que mais me chateia no meio de tudo isto é que a igreja está constantemente a atacar toda a gente. Atacar, nem sequer é perguntar o porquê das coisas. Ataca desde os gays, aos que usam preservativo, censura as mulheres que não se regem por padrões vitorianos and so on.
É lixado quererem que todos os respeitem quando eles não respeitam ninguém (e aqui não se incluem muitos dos crentes como é óbvio).

mpr disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DC disse...

Daniela, podes esclarecer a frase: "Mais adianto, que é de mau tom comparar isto com o anti-semitismo, especialmente vendo ao que ele levou e vendo em que se fundou"?

No meu entender, as 2 perguntas que colocas(da hierarquia masculina e do celibato) não são assim tão legítimas quanto isso, uma vez que cabe à igreja tratar da sua organização interna, e se tem capacidade para manter essas normas para os membros da sua estrutura, então que a mantenha. Um dia que concluam que este não é o melhor método de organização, logo alteram isso.
Não me parece caber a quem está de fora alterar, questionar, revolucionar, uma estrutura à qual não pertence e com a qual não tem qualquer ligação.
Fazendo uma comparação estúpida, é o mesmo que um sócio de um clube pretender que um clube rival modifique os seus estatutos, por forma a que o funcionamento do outro clube seja mais democrático.

Vejo por vezes as pessoas demasiado preocupadas em campanhas Robin Hoodescas pela luta em defesa dos oprimidos e dos infelizes, que se esquecem de tentar perceber se as pessoas que estão a defender querem e precisam de ser defendidas.
Querer interferir com a organização interna de instituições às quais não se pertence e com as quais não se tem qualquer vínculo, e querer à força transformar tudo o que é diferente em cópias daquilo que idealiza como boa instituição, é revelador de um "cinzentismo" e falta de respeito pela diferença, bem maior que algumas atitudes da igreja católica.

Não estou com isto a dizer que concordo com o funcionamento/organização da Igreja Católica, e com o facto de abafarem no seu seio vários crimes. Pretendo apenas relembrar que se as pessoas têm o direito à diferença, também as instituições o deverão ter, desde que dentro dos princípios da legalidade.

DC disse...

parece que o mpr foi forçado, enquanto católico, a remover o conteúdo do seu comentário anterior...
Afinal a igreja católica ainda oprime os seus seguidores... :D

Daniela Ramalho disse...

Já agora, o que é que ele tinha escrito? :p
È muito simples, o anti-semitismo levou ao massacre de milhões de judeus, ainda não vi ninguém pretender fazer o mesmo com os católicos. Além disso fundou-se em ideias erradas e em preconceitos contra os judeus, baseados em pressupostos muito semelhantes aos racistas. Neste caso, o alegado ataque é feito relativamente a coisas que se passam efectivamente na igreja.
Então presumo que nunca mais possa tentar falar sobre nada a não ser que pertença a essa mesma coisa, caso contrário estarei a atacar. Por exemplo, nunca mais poderei perguntar a um benfiquista se concorda com o facto de o clube ter um presidente de cabelo preto, porque estaria a tentar meter-me em assuntos que não me dizem respeito pois sou sócia do fcp. É esta a lógica? Claramente o facto de eu querer saber porque é que as freiras têm de ser celibatárias não é o mesmo que ir mandar uma carta ao vaticano a dizer que eles têm de deixar de forçar as freiras a ser celibatárias.

Daniela Ramalho disse...

Mas eu pessoalmente não acredito que toda essa gente seja celibatária :o

mpr disse...

removi, sim, mas foi porque falar deste tipo de coisas em tão breves comentários não me parece produtivo, e também porque não partilho da ideia negativa que se tem sobre a Igreja Católica.
mas fiz de livre vontade, asseguro-o.
não fui alvo de coação sexual.

mpr disse...

o anti-semitismo baseia-se em pressupostos errados.
mas supor que o celibato é uma causa para a pedofilia também é errada.
ou que qualquer parte da doutrina católica instiga o abuso de crianças.

o pressuposto errado está lá, e é igualmente mau, irracional e insustentável.

Ary disse...

Vou tentar sem breve:

1. Comparação com o holocausto é infeliz e isso já foi reconhecido.

2. Comparação teria sido mais feliz se feita com ... vá ... a Inquisição (piada) =) O que se está a fazer é a tomar as acções de indivíduos para descredibilizar uma instituição e esteriotipar todos os que dela participam.

3. Não me pronunciei sobre o assunto porque achei que ia dizer só uma série de banalidades, mas depois do que tenho ouvido começo a duvidar da existência de banalidades em períodos de delírio colectivo como o que vivemos, ou talvez sempre tenhamos vivido.

4. Algumas banalidades:

I. Pedofilia é uma coisa má.
II. Pedofilia nem é uma normal por muito que seja comum.
III. Pedofilia não é exclusiva da Igreja Católica, nem de nenhuma Igreja.
IV. Pedofilia é um fenómeno presente é todas as instituições que cuidam de crianças: escuteiros, campos de férias, escolas .... instituições religiosas ... famílias, etc.
V. Fogo, será que as pessoas se esquecem que o Bibi não era padre? (piada, de mau gosto).
VI. Tem-se tratado de genuíno aproveitamento político (?) da questão. Misturar pedofilia, preservativos, celibato, cilícios e igualdade de género na mesma semana não é por acaso. É uma tentativa descarada de descredibilizar uma Instituição.
VII. A tentativa até pode ser legítima e fazer parte das regras do jogo poder-se bater no adversário quando ele está em baixo, mas não é bonito e denuncia falta de "fair play" retórico e na gestão da agenda mediática.
VIII. Se eu acreditasse que a Igreja fazia mais mal que bem faria exactamente o descrito acima.
IX. A Igreja pode estar a levar por tabela por coisas que são alheias a esta enquanto "ideia de obra ou (...)", ou seja, enquanto instituição, mas por muito que as instituições não sejam os sujeitos estas têm de compreender que vivem neste tempo e lugar através deles. Pode não ser justo, mas não há como fugir a essa realidade.
X. É o problema da responsabilidade das pessoas colectivas: pode não ser muito certinha do ponto de vista dogmático, mas dá muito jeito.
XI. Ah! Pedofilia é má, mesmo que feita por padres.
XII. Aquilo que a Daniela e outras pessoas parecem querem não é responsáveis - se não pediam-nos à Justiça e não à Igreja. Querem sangue porque acham divertido que uma instituição que apregoa tantas virtudes tenha elementos que não são tão virtuosos quanto isso. Eu acho só irónico.

Ary disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ary disse...

Manuel, há pelo menos duas passagens em que Jesus incita à pedofilia: Mateus 19: 13-15 e Lucas 18:16.

Ary disse...

(Depois de dizer isto, usar preservativo e respeitar o lugar das mulheres na sociedade acho que já não me deixam comungar no próximo Domingo).

Daniela Ramalho disse...

pois, então não percebeste de facto o que é que eu quero. o que eu quero é os pedófilos que actuam dentro da igreja, sejam condenados. E quero que a igreja seja a primeira a apontar-lhes o dedo, não a primeira a esconde-los. Quero aliás que os crentes ao invés de virem com manobras de diversão dizer que os horrorosos dos que não têm nada a ver com a igreja os querem meter em câmaras de gás e dizer mal deles e alterar a estrutura da igreja quando nem sequer têm autoridade de dizer o nome igreja, se sentem dois segundos e pensem "aqueles tipos eram pedófilos e usaram a igreja para abusarem de crianças, foi errado ter-se escondido isto da justiça durante tanto tempo, enquanto fieis vamos ter de fazer algo para que de futuro isto se evite". Ninguém disse aqui que a pedofilia é exclusiva da igreja ou que a igreja a instiga (que me lembre em missas nunca ouvi instigação à pedofilia, só à homofobia, e sim, eu infelizmente já estive em missas, mas se calhar não percebi nada porque é preciso ser-se especial para perceber a missa), da mesma forma o celibato também não me parece causa da pedofilia, no máximo pode estimular o sexo anal entre padres e cenas marotas de lesbianice entre freiras.
Se é difícil perceber, se à milésima tentativa continuam sem perceber o que é que as pessoas como eu querem então se calhar deus precisa de vos dar uma ajudinha de entendimento. Mas também não sei se posso vir aqui pedir que deus vos ajude, se calhar ele não pode falar com os ateus, esses malandrecos. Mas eu estou em crer que toda essa falta de entendimento perante português tão claro é apenas uma brincadeira vossa para tentar criar aqui um debate aceso.

mpr disse...

a parábola do filho pródigo, por exemplo, é um incitamento à irresponsabilidade, e quiçá à fuga ao fisco.

Daniela Ramalho disse...

E confesso que me dava prazer descobrir que 70% dos padres eram homossexuais apreciadores do conceito bear e não descobrir que há padres que violam crianças. Eu tenho bom senso, não sei se já perceberam que não gosto muito de abusadores de crianças, sejam eles quem forem.

mpr disse...

A ideia de que um homem que abdique de fazer sexo com uma mulher é, automaticamente, um homossexual, só contribui para a minha firme crença no facto de eu existir num milénio que não é o meu.

O homem medieval pensa com a Bíblia,
O homem moderno com a Razão
O homem pós-moderno com os genitais.

Daniela Ramalho disse...

Fazer sexo com um homem não faz de ti um homossexual. E é mais precisamente essa afirmação que faz com que vivas num milénio que de facto não é o teu.
Modo geral acho que se pode afirmar que o homem sempre pensou com os genitais, só que antes fazia questão de fazer de conta que pensava com outra coisa.

Ary disse...

Para perceber muitas missas não é preciso ser especial. É preciso ser como o Pedro Arroja =) Deixo à vossa consideração determinar o que isso venha a ser.

Eu não estou a brincar.

Não são as perguntas que chateiam as pessoas. É saberem que a resposta já foi dada n vezes e por isso a intenção não pode ser a de saber, mas a de pôr em causa. E já preciso ser um tipo tolerante para aceitar que se ponha em causa coisas que são do foro interno de uma organização. Tu não andas permanentemente a justificar as tuas opções pessoais a pessoas que sabes que as vão criticar, mas a Igreja até o tem feito ...

Ser qualquer coisa hoje em dia dá muito trabalho. Ser católico, ser gay, ser mulher, ser homem, ser comunista, ser socialista, ser conservador, ser fascista ... Dá trabalho. A sério. Por isso é que a maioria das pessoas prefere não ser nada, que é bem mais fácil. Os católicos, como muitos outros, têm levado muita pancada nos últimos anos. Tu podes não te aperceber disso, mas a maioria dos católicos a sério sentem-se perseguidos, sentem que querem colocar sobre eles o peso de milénios de erros, que querem culpa-los por tudo o que de mau é feito por uma Igreja de centenas de milhões e que sempre que fazem algo de bom são rotulados de hipócritas: "só fazem aquilo para ganhar o céu", "é só medo do inferno", "ajuda este mas outro dia nem deu nada ao outro", "não faz mais do que a obrigação dele, ou não é ele que diz que se deve ajudar o próximo", "ajudar, ajudar mas continua cheio de massa". É complicado para esta gente não se sentir perseguida em alguns meios em que acreditar em Deus e na fada dos dentes é a mesma coisa.

Continuo a achar que isto não é uma conspiração, mas apenas o somatório de milhões de reacções anti-clericais perfeitamente naturais que despertam quando a Igreja Católica se torna notícia pelas piores razões.

Ary disse...

O homem medieval pensa com a Bíblia,
O homem moderno com a Razão
O homem pós-moderno com os genitais.

lol

DC disse...

Mas a pedofilia é errada porquê? Os gregos e os romanos não a praticavam abertamente, assim como a homossexualidade e o sexo grupal? Por acaso não são estes 2povos a base da civilização ocidental?

Daniela, o facto de estares de fora dá-te o direito de falares sobre o que quiseres, com a vantagem de que não vais ser responsabilizada por aquilo que dizes, o que não te dá o direito é de pretender, como muitas vezes pretendes, que as coisas com as quais não concordas em instituições às quais não pertences sejam feitas "à tua imagem e semelhança".

Ari, sabes quantos casos de pedofilia há na história do CNE? É que há data em que saí do movimento, e depois de muito discutir com muita gente sobre isso, apenas me conseguiram apontar um caso de pedofilia, e o pedófilo recebeu ordem de marcha do movimento.
Podes ser um bom católico sem ser católico. E também ser um católico ferveroso e seres mau católico.

mpr disse...

ui DC, há um grupinho de crentes que reage com quase-violência quando pões as palavras homossexualidade e pedofilia na mesma frase...

estás tão tramado com a escolinha do costume...
vão-te fazer uma quase-esperinha...

Ary disse...

DC, aquilo que conheço são umas histórias vagas no caso do CNE. Mas já tem havido problemas noutras organizações nos EUA, ao que me disseram. Não quero nem quis manchar o nome da instituição, simplesmente mostrar que nenhuma está imune.

Quanto ao ser certo ou errado. A base de qualquer relação sexuais deveria ser o consentimento. Qualquer consentimento dado para algo com esta magnitude deve ser sério, livre e esclarecido, sob a pena de gerar mazelas psicológicas graves. Muito poucos pré-adolescentes e arriscaria que nenhuma criança se encontra psicologicamente preparada - e poucas se encontraram fisicamente preparadas - para iniciar relações sexuais com um adulto.

Mais uma daquelas banalidades que afinal é preciso dizer.

Daniela Ramalho disse...

Eu acho que de facto o melhor é perguntar a uma criança abusada que ficou com mazelas físicas se acha que a pedofilia é boa ou má. Assim de fora não estou a ver porque é que sempre considerei a pedofilia má.
DC, eu não quero mudar em nada a Igreja católica, aliás, eu estou a marimbar-me para o que eles façam, desde que não sejam crimes como é o caso presente.
Esta discussão das legitimidades e de quem pode ou não falar sobre isto e aquilo mais me lembra discussões sobre praxe. Para matar logo o assunto coloca-se tudo num patamar dogmático em que só quem é a favor pode falar. Isto porque quem é contra ou não percebe a essência do assunto, ou então está de fora dele e não pode falar. É um bom passo para a democracia esse!

DC disse...

Ari, mas quem te garante que na Grécia Antiga não havia consentimento?
Não precisas de dizer banalidades, apenas apontei 2casos de sociedades bastante evoluídas, e que até são a base da nossa civilização, onde certos comportamentos, hoje com conotação negativa, eram perfeitamente normais e até incentivados.
Havia muitas vezes uma relação sexual entre o mestre e o discípulo, de onde a sociedade actual tirou proveito. Não estou a dizer que a pedofilia é boa, ou que deve ser incentivada.

Daniela, esta frase:
"É normal que na actualidade, estando as desigualdades de género a ser bastante combatidas, se pergunte o porquê de a hierarquia ser exclusivamente masculina; ao mesmo tempo faz sentido perguntar o porquê do celibato." denota claramente que não só não te estás a marimbar com o que a igreja católica faz, como achas que devem ser feitas alterações na sua estrutura.
A democracia passa por incluir as maiorias e as minorias, e não deve, a meu ver, absorver tudo em si, permitindo que as diferentes instituições tenham diferentes organizações internas, ou externas.
Eu volto a dizer, uma vez que parece que não conseguiste perceber o que disse quando o escrevi na primeira vez: o facto de estares de fora dá-te o direito de falares sobre o que quiseres, com a vantagem de que não vais ser responsabilizada por aquilo que dizes, o que não te dá o direito é de pretender, como muitas vezes pretendes, que as coisas com as quais não concordas em instituições às quais não pertences sejam feitas "à tua imagem e semelhança".

Já agora, não sei se já te apercebeste, mas o FCP é um clube muito pouco democrático, mas que funciona bem.

E o bom caminho para a democracia não é pegar numa estrutura base e forçar toda e qualquer instituição a adoptá-la, só porque achamos que é assim que deve ser.
A história prova que as "democracias" que o tentaram fazer, não só falharam redondamente, como se tornaram muito pouco democráticas.

Daniela Ramalho disse...

Existem eleições no FCP, portanto até o acho democrático. Mas uma democracia com classe, não uma coisa abjecta como em outros clubes :P

Mas eu não quero que a igreja passe a ter mulheres a papa ou algo do género, só quero saber o porquê de não poderem, se mudam ou não isso estou a borrifar-me, não era por isso que eu ia passar a ser crente ou mais ou menos feliz.Só quero é que me digam o porquê e não porque sim ou porque não ou que não tenho nada a ver com isso. As pessoas têm de deixar de ser mesquinhas e usar esse tipo de argumentos que cortam a discussão ou a troca de ideia com outras pessoas;
isto parece um blogue de pessoas de 90 anos :O Daqui a nada os mais novos já não podem trocar ideias com os mais velhos porque os mais velhos porque são mais velhos têm sempre razão (aproveitando a maré de histeria com o pedro arroja)

DC disse...

Por acaso o FCP de democrático tem muito pouco. Mas cada um vê aquilo que quer ver.
E já agora, existem eleições na Igreja Católica, isso faz dela uma instituição democrática? Se a tua tão odiada praxe, tivesse eleições, seria melhor aos teus olhos?Em que é isso a tornava melhor para quem lá está?

Mas se tu não és crente, não estás de forma alguma ligada à instituição, porque raio é que a instituição te tem que prestar contas, ou esclarecer as tuas dúvidas?Ainda por cima, se tu própria afirmas que não é a resposta que vai alterar a tua opinião em relação à dita instituição.

Informo apenas que estou bastante afastado da igreja católica, e sou adepto(já fui sócio) do FCP. Não pensem que é uma cruzada pessoal em defesa/contra as coisas em que acredito ou não.

Daniela Ramalho disse...

Desculpa, mas a tua visão das coisas se fosse partilhada por toda a gente ia tornar-nos bastantes pobres intelectualmente. Seria hilariante se ninguém pudesse questionar ou falar sobre as coisas, mas apenas sobre as coisas a que pertence e em que crê. A esta hora certamente não existiriam blogues nem internet nem metade dos livros que existem e dos contributos para a evolução da espécie humana.

A praxe só será boa aos meus olhos quando for completamente aniquilada para sempre das lides universitárias.

E nunca me debrucei sobre a existência de democracia no seio da igreja católica, mas não acho que isso tenha algum contributo para que deixem de haver casos de pedófilia no seio da igreja católica que são encobertos ao invés de serem denunciados para que existam condenações. Mas é melhor também não pensar muito sobre um assunto que não me diz respeito. Vou mas é fechar-me numa caixinha e tentar ver se o meu cérebro fica com as funções desactivadas.

DC disse...

Tu deves ter alguma dificuldade em ler o que escrevo, por isso, e pela terceira vez(dizem que há terceira é de vez) num curto espaço de tempo: o facto de estares de fora dá-te o direito de falares sobre o que quiseres, com a vantagem de que não vais ser responsabilizada por aquilo que dizes, o que não te dá o direito é de pretender, como muitas vezes pretendes, que as coisas com as quais não concordas em instituições às quais não pertences sejam feitas "à tua imagem e semelhança".
Trocado por miúdos: fala e questiona o que bem te apetece, não podes é esperar que te façam a vontade, só porque achas que assim é que deve ser.

Quando falei em democracia no seio da igreja católica não me referia à questão da pedofilia, mas sim ao celibato e ao sacerdócio exclusivamente masculino, que tanta confusão te fazem e que trouxeste para a discussão.

Em relação a esta frase:
"A praxe só será boa aos meus olhos quando for completamente aniquilada para sempre das lides universitárias.", permite-me que cite uma pessoa que posta habitualmente por aqui:
"É um bom passo para a democracia esse!"
Se há algo com o qual não concordamos é aniquilar!
Sr. Hitler, venha aqui explicar às pessoas no que deu o seu projecto democrático, por favor.

Daniela Ramalho disse...

Eu já percebi o que tu queres dizer, o que tu não percebes é que não quero que eles alterem, só quero que me expliquem, o que parece que me é vedado por não ser católica. portanto podes voltar a fazer copy paste da frase que vais ter a mesma resposta sempre. Aliás, seria no mínimo absurdo que eu estivesse à espera de que o vaticano me fizesse a vontade. lol

Só para não levar a equívocos que aqui tantas vezes acontecem, a minha frase pretende referir-se à instituição praxe e não às pessoas que fazem parte da praxe. Portanto espero que não difundam a ideia de que quero aniquilar todas as pessoas da praxe ou something like that. A minha opinião sobre essa coisa já é conhecida e felizmente tenho amigos de praxe que até gostam de discutir o assunto comigo, não me mandam calar só porque eu nunca vivi a praxe ou porque nunca tive de andar de joelhos colectivamente. e se há virtude que a praxe tem é que nunca tentou encobrir as mortes e acidentes que se passaram no seu seio, verdade seja dita.

DC disse...

achas absurdo pensar que o Vaticano te poderia fazer a vontade, mas já não achas absurdo que o Vaticano te responda às tuas questões...
Podes sempre enviar um mail para paparatzi@vaticano.gov.vt, pode ser que ele te explique direitinho as tuas dúvidas!

O facto de ser em relação à instituição e não em relação às pessoas, não torna a coisa democraticamente mais aceitável. Mas nesse caso vou enviar um e-mail ao Sr. Estaline(esse democrata!), para ver se ele vem aqui contar a sua experiência de aniquilação das instituições com as quais não concorda.

Quanto às mortes e acidentes na praxe, sabes, ou deverias saber como pessoa informada que és, que a Academia do Porto, enquanto instituição praxistica, repudia vivamente as atitudes que levaram à morte/acidentes de pessoas em supostas "sessões de praxe".
Mas tu deves conhecer muita gente vítima desses "indivíduos dotados de uma fúria gorilácea" e o rasto de sangue que eles deixam à sua passagem, quer na tua faculdade, quer em toda a Universidade e Academia do Porto.

Ary disse...

As perguntas já foram respondidas vezes sem conta. Se quiseres respostas já as devias ter procurado. Não devias estar à espera que um delegado da Igreja Católica que anda por aí a vasculhar nos blogues te viesse responder. Se queres questionar estás no teu direito, mas não parece que seja isso o que queres fazer.

Também não queres que a Igreja mude para melhor, da mesma maneira que não queres que a Praxe mude para melhor, pois isso só levaria a que mais pessoas se juntassem a elas. O teu interesse é que elas se extingam e portanto em descredibilizar ambas as instituições.

Fogo, eu não sou, nunca fui e não tenciono vir a ser nada nem na Praxenem na Igreja, mas até eu me senti ofendido por isto.

Daniela Ramalho disse...

Exacto ary, eu movo a minha vida a tentar destruir todas as instituições rezando para que elas sejam cada vez piores. Aliás, eu acho que não tarda nada estás aqui a dizer que fui que criei todos estes escândalos no meu mega plano de acabar com a igreja católica. Mais diria, não precisam de mandar um email ao estaline porque eu sou o estaline, só costumo é mudar de cara de vez em quando.
Essa foi a coisa mais patética que li nos últimos tempos, sinceramente. E com isto me retiro da discussão porque fiquei sem pachorra para aturar toda esta teoria da conspiração. Vou carregar aqui num botão e fazer com os isrealitas matem mais uns palestinianos. Como deves saber também sou eu que faço isso para tentar ajudar o irão a destruir israel.

Daniela Ramalho disse...

E só para que não metam mais palavras na minha boca aqui fica:

- eu não disse em nenhum ponto que queria ou que achava que a igreja católica devia ser extinta
- eu disse precisamente lá em cima que a praxe não oculta os problemas que se passam no seu seio, portanto não percebo porquê vir dizer o que eu já tinha dito mas fazendo de conta que eu tinha dito o contrário

Ary disse...

Loool Como se eu tivesse dito qualquer coisa parecida com o que dizes que eu disse...

Parece-me claramente que não tens o menor interesse em que nenhuma das instituições melhore. Queres, como disseste em relação à Praxe, "aniquilar" ambas. Não é uma aspiração ilegítima, mas se a escondes é preciso que alguém as revele.

Não disse que era o motivo da tua vida. Apenas que se era o motivo para escreveres o que escreves e dizeres o que dizes. Não é uma teoria da conspiração: é certo e sabido que todos achamos que o mundo era um lugar melhor sem algumas coisas. Alguns acham que era sem o comunismo, outros sem o Opus, outras sem a Praxe, outras sem os mosquitos ou a pedofilia. São realidades.

Patéticos sãos os teus delírios com Estalines e outras coisas parecidas.

DC disse...

Eu sei que não sou exemplo em nada, muito menos nestes assuntos, mas se bem me lembro, quando eu fiz a 4ª classe, por alturas de grande depressão, os nomes próprios eram escritos com a primeira letra maiúscula.

É curioso que acusas tudo e mais alguma coisa de serem isto ou aquilo, mas quando alguém te acusa, sim, só o Ari é que te acusou de alguma coisa, vens toda ofendida dizer que assim não brincas mais, porque és demasiado inteligente para estas discussões...

Daniela Ramalho disse...

"eu não disse em nenhum ponto que queria ou que achava que a igreja católica devia ser extinta";

Ary disse... "Queres, como disseste em relação à Praxe, "aniquilar" ambas"

clap clap clap

Ary disse...

Mantenho o que escrevi.

Duarte Canotilho disse...

Esperem nós não nos estammos a escapar À questão principal?
Começou-se por criticar a igreja e a questão de pedofilia, e já se vai nas questões praxisticas?

Penso que em qualquer instituição a pedofilia é má. Ponto e realmente se algumas das pessoas que constituem essa mesma instituição a praticam, obviamente isso a enfraquece. Agora se é por isso que ela eve deixar de existir não é....

Pessoalmente não sou fã da igreja, seja catholica, judia, islamica protestante etc.. Todas tiveram pontos bons, mas todas tiveram pontos muito maus. Numa sociedade em que se deve valorizar o espirito critico, vermos todos os dias as pessoas a seguir, quais carneiros, uma interpretação de Deus, feita por uma entidade que modifica a sua interpretação conforme o sabor dos seus interesses, ou não a modifica, e radicaliza... Bom eu acho que isto é bem bem pior.
(claro que voces dirão: "mas os partidos politicos fazem o mesmo" Não é diferente, pois os partidos politicos não tratam da moral, nem das acções correctas das proprias pessoas, nem fundamentam a sua ideologia no sobrenatural.
Acho que realmente isso deve ser o que evemos combater na igreja catholica e não só. Em todas as confissões religiosas, que é a instrumentalização de uma ideia de deus para tentar atingir objectivos de meia duzia...

Claro que a fé inabalavel que os fieis têm na sua igreja vai sustentar essa mesma, e não será com escandalos de pedofilia que´ela cairá... Nem se descobrissem que o Papa (e isto é puramente ficcinal) tinha estado a matar judeus em bergen-belsen a igreja cairia. Claro que abala mas o que é isso senão uma rajada de vento que abana o pelo das ovelhas?

Li disse...

you make me sick...

Li disse...

estou prestes a chamar os senhores da bata branca...

Nero disse...

Hoje vou propor uma moção na AR:

1- Instaurar um regime de escravatura (as senhoras do tráfico de sexo não servem, proponho a abertura de uma licenciatura em formaçao de "negreiros")

2- Ostracização: podemos começar com o Cavaco que é um chatinho, ou então o Pinto da Costa que tem feito 6 milhões de portugueses sistematicamente tristes nos últimos anos (proponho um louvor ao Jesus nesse sentido, esta quaresma teve o seu quê de ironia (ressurreição anyone?)

3- Vou ser ainda mais radical: Modelo Espartano, é facil conciliar com a pedofilia, mal as meninas tenham o primeiro "sangue" os nossos escravos mais viris (vamos ter negreiros especializados nisso)vão tratar de lhes ensinar como se fazem os meninos (não aos preservativos no seguimento desta ideia)

Juntem-se na minha Frente Nacional de Helenização Clássica de Portugal

DC disse...

Quando lá chegares manda toque que eu vou lá ter.

Enviar um comentário