sábado, 22 de agosto de 2009

A estupefacção

Já muitas vezes cedi àquela tentação de publicar aqui notícias de jornal que por diferentes motivos me despertavam interesse. Umas alturas por falta de tempo, outras para "não encher", e outras porque provavelmente não iriam interessar peva a ninguém. Mas esta tenho de partilhar.

Publicada no i, quinta-feira dia 20 Agosto:

"Juíza julgada por recusar apelo de última hora - Sharon Keller rejeitou o recurso por passar da hora de expediente:

"Fechamos às cinco". Foi assim que a juíza Sharon Keller - apelidada de Sharon Killer - respondeu ao recurso de última hora de um presidiário no corredor da morte contra a sua execução no Texas. A juíza foi para casa mais cedo e Michael Wayne Richard, acusado de violação e homicídio de uma enfermeira em 1986, acabou por morrer três horas depois por injecção letal de um cocktail de três drogas [em 2007].
A juíza começou esta semana a ser julgada por má conduta profissional. À quinta acusação de falha profissional arrisca-se a ser despedida do cargo de juíza-presidente do Tribunal de Recurso do Texas.
Os advogados ligaram a avisar que estavam com problemas informáticos e precisavam de mais tempo para apresentar o recurso. Iam interpor um último apelo porque naquele dia o Supremo Tribunal dos EUA tinha anunciado que ia avaliar a constitucionalidade do método de injecção letal. Às 16h45, o tribunal fez uma chamada para a juíza a perguntar se podia receber o apelo mais tarde. Ela disse que não. Às 17h56 a advogada de Richard ligou a dizer que o recurso de 31 páginas estava pronto. "Vou a caminho". Ouviu "Não vale a pena, já estamos fechados". Às 20h23, Richard tornou-se o 405º prisioneiro executado no Texas."

Nos EUA, uns defendem a juíza, outros criam movimentos de cidadãos contra ela... O certo é que desta mancha já não se livra, e a polémica segue acesa, do outro lado do mundo.

3 comentários:

Street Fighting Man disse...

quando eu era puto havia uma coisa que me fazia confusão quanto à pena de morte: se quem mata merece morrer, então e quem condena à morte o tal que merece morrer? então deve morrer? é que entramos num ciclo sem fim!

anyway, longa vida aos unidos estados!

Hugo disse...

JC, simplesmente só valeria esse argumento no caso da justiça privada...

Daniela Ramalho disse...

sinto que esta juíza é de facto uma acérrima fã da justiça... não, afinal é só uma besta :P

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