quinta-feira, 12 de março de 2009

Esta casa acredita que quem copia também tem mérito.

Mesa:

Maria João Fonseca (Presidente)

Daniela Ramalho (Vice-Presidente)

Rui Vieira (Vogal)

A favor:

Tiago Ramalho – 79 pontos

Nuno Paixão – 81 pontos

Contra:

Flávio Silva – 70 pontos

Rui Borges – 72 pontos

Foi este o tema escolhido para iniciar os debates do segundo semestre, contando com vasta assistência e bastantes caras novas a assistir e inclusive participar nas perguntas dirigidas aos oradores. O debate foi animado, sendo os quinze minutos de preparação das equipas ocupados pelas sempre bem-dispostas piadas de Guilherme Silva, que conseguiu animar os espectadores enquanto o tempo decorria.

Começado o debate pelo Paixão (Primeiro-Ministro), cedo se percebeu que o debate ia arranjar vários exemplos e argumentos favoráveis ao mérito da cópia, mesmo à partida sendo esta a posição mais complicada de defender. Tal como nos habitou, o Paixão usou o humor para captar a atenção da audiência, respondendo com audácia às várias perguntas que lhe foram colocadas. Quanto ao Flávio, mais uma vez mostrou que consegue dominar o discurso, mas voltou a perder-se em expressões pouco formais, embora tenha moderado a sua agressividade perante os adversários. Faltou ao seu discurso o aceitar perguntas, embora vários braços tenham sido levantados durante os sete minutos em que discursou.

O Tiago, ou não tivesse ele vindo da economia, socorreu-se do argumento económico para mostrar que copiar não é afinal assim tão mau, dizendo mais ou menos por estas palavras que “copiar não é assim tão mau, pois permite-nos economizar tempo para outras coisas”. O Rui teve os dez minutos de defesa da oposição, argumentando bem e acrescentando coisas ao que o colega de equipa já tinha dito, acabando por aceitar muitas perguntas e perder o discurso, com o excessivo número de perguntas aceite. Para terminar o debate, o Paixão teve as honras dos três minutos que normalmente podem decidir o debate e acabou por aproveitar da melhor forma, captando totalmente a audiência com a forma bem humorada com que geralmente dá cor aos seus discursos.

Em suma, foi um debate animado e um dos mais assistidos, o que se espera que se mantenha por todo o semestre. Salienta-se ainda o facto de a campainha ter tido casa cheia no dia em que se estreou!

4 comentários:

Canoas-o mercenário disse...

O melhor debate dos ultimos tempos! Teve Tudo! Animacion, bom humor, boas intervenções... Grande debate pa começar

Tiago Ramalho disse...

só uma nota, daniela. o sumo dos meus comentários económicos teve como substracto o que aprendi em economia, no 1º ano, e as leituras do diario economico, em tempos oferecido na fdup:P

Vasco PS disse...

Foi uma óptima sessão. A salientar: sala cheia. É isso que se quer. E puxando a brasa à minha sardinha, o 1º ano estava lá em peso. Parabéns a todos.

Joana Banana disse...

um reparo, de quem esteve na assistência e pela primeira vez: quanto à formalidade do discurso de um dos participantes. eu, que sou do auditório, e sou o alvo da retórica portanto, devo dizer que não me incomoda o uso de expressões mais corriqueiras. não penso que tenha sido brejeiro e criou identificação com o auditório, o que é também uma parte integrante da retórica.
creio inclusive que por vezes se reproduzem erros de discurso e posições discursivas que criam distanciamento, como nas instâncias de debate e decisão do nosso sistema político.
de resto gostei bastante da forma como encaminharam o discurso e contornaram questões habilmente.

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