terça-feira, 5 de agosto de 2008

Geração dourada ou geração enganada?

É socialmente aceitável proclamar a inabilidade para lidar com a Matemática.

Uns confessam-no com sinceridade outros dizem-no em tom jocoso...os mais velhos continuam a trautear a tabuada desacreditando a capacidade de cálculo dos jovens de hoje em dia.

A Matemática é difícil, a Matemática é um empecilho...estes são(eram?)lugares comuns.

"Em relação aos alunos internos (ou seja, os que frequentaram a disciplina durante todo o ano), a média obtida foi de 14 valores, 3,4 valores acima do que se verificou em 2007, ano em que pela primeira vez a média obtida por estes alunos foi superior a 10 valores."

Foi lançado em 2005, pelo Ministério da Educação, o Plano de Acção para a Matemática – com uma verba de nove milhões de euros para três anos.
Os resultados estão à vista dirão os seguidores convictos das estatísticas...

O que mais me preocupa não é ,supostamente, eu ser de uma geração pior preparada, com piores professores,métodos e alunos menos empenhados...o que mais me preocupa é que esta futura geração esteja paradoxalmente pior preparada, por ser menor a exigência.

Esta casa defende que os exames não devem ser castradores, mas que algo está errado quando alunos e especialistas afirmam ter sido um exame de reconhecida facilidade.
Porém não pode deixar de reconhecer que extraordinário seria se não tivesse havido uma evolução e uma consciencialização, que com certeza houve(que só o pessimismo dos profetas da desgraça pode contradizer), mas traída pelo exagero dos números.

Esta prova premiou quem não trabalha, incita ao facilitismo e traça um caminho difícil de contornar(pois como explicar se para o ano o bicho papão não tiver uma média próxima de 14 valores?).
Ou por outro lado, simplesmente revela a consciência crescente da importância da Matemática, o forte empenho dos novos alunos e professores em ultrapassar este estigma, e uma boa aplicação de uma soma avultada?

4 comentários:

Daniela disse...

sinceramente, já no ano passado o exame de matemática A tinha sido bastante acessível. comparando com disciplinas como físico-química, em que os exames eram quase impossíveis de fazer por um aluno médio, o de matemática era muito mais fácil que as próprias provas que o ministério mandou ao longo do ano para os alunos do 12º se prepararem para o exame. levar exames fáceis aos alunos é uma forma de mostrar boas médias e um suposto progresso. a verdade é que muitos alunos não se empenham e partem derrotados, tal como eu o fiz até conhecer uma professora que me fez começar a tolerar a matemática. como em todas as outras matérias, o mais importante é que os professores sejam competentes para estimular os alunos e os façam ver a aplicação ao mundo real das matérias que ensinam. de nada adianta facilitar caminhos para depois os alunos serem incompetentes...

canoas_o_Mercenário disse...

A matematica não foi o meu forte.. mas durante o 9 ano tive uma professora optima a professora "Mariazinha" lool

Agora quanto aos Exames... Vamos suavemente dizer k isto é para as estatisticas.. pois subir 20% de passagens no exame de 12 ano é obra.(n tenho certeza do numero) mas é algo astronomico.
Eu vi o exame e conseguia-o resolver na maior parte(claro k n digo k tirasse boa nota, mas passava!!) com conhecimentos do 9 ano quase se consegua resolver o exame. Tb foi o k a prof de mat. disse

N é a Fazer exames mais faceis k se aumenta a literacia... claro k a UE....... liga é aos numeros!

Pedro Sá disse...

Nem uma coisa nem outra...se calhar é mais o ensino secundário estar com muita gente emperrada por causa da matemática a ocupar espaço...e algumas instituições do ensino superior do interior terem falta de estudantes....

Tiago Ramalho disse...

Acho que o problema do secundário é ser demasiado fácil. E já era assim no nosso ano. Sem estudar nada era possível passar, o que é vergonhoso.
E se o secundário é mau, o superior nivela-se por baixo. Quem não conhece o alfabeto não forma palavras.

De resto, mais uma vez, não sei se há vontade de mudar. Se há vontade dos alunos e dos professores de terem um ensino exigente. E se não houver sequer vontade em potência de mudança, bem que durante muito tempo as coisas vão andar mal.

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