quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Proposta de Regulamento

O público exigiu, eu passei os últimos dois dias a trabalhar nisto e aí está: o primeiro regulamento da Sociedade, treze páginas e 17 artigos em que procuro definir as regras para os debates do ano lectivo que se avizinha.

Sei que do ponto de vista da legística o regulamento não está perfeito, nem coisa que se pareça, mas foi difícil conciliar uma linguagem rigorosa e sintética com uma necessária função pedagógica.

Tenho a noção de ter tomado algumas opções fundamentais e difíceis, que valerão a pena discutir, mas o grosso, talvez 80% do texto, penso que não suscitará nenhuma questão.
Foram propositadamente deixadas algumas lacunas para serem integradas pela Mesa usando os suspeitos do costume.

Inicia-se o processo de discussão e consulta pública que terminará dia 11, ou seja, daqui a uma semana. Espero então poder publicar uma versão 1.0 do regulamento com que daremos início aos debates.

Fico à espera de comentários, sugestões, observações, dúvidas, insultos, etc.

Encontra-se no topo da coluna da direita um link para um site meio manhoso através do qual podem fazer o download do ficheiro pdf com a proposta de regulamento.

PS: Este não foi o trabalho de um homem só. Gostaria de agradecer ao Tiago Ramalho o seu contributo inestimável em bom-senso e boas ideias.

17 comentários:

henriquemaio disse...

tirando o último número,
parabéns pelo trabalho!

logo nas 1ªas semanas, temos q ja fazer um ou outro debate, e mai importante q isso é levar os alunos novos a aderir..

abraço =) té a vista...

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

Eu compreendo o que queres dizer ... se alguém mais achar isso eu tiro-o de bom grado.

Simplesmente acho que faz sentido dar algumas referências suplementares. Sugestões?

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

Depois de uma revisão mais calma decidi fazer algumas alterações de pequena monta e corrigir algumas gralhas.

Assim chegamos ao Regulamento v0.2

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

Nunca é tarde nem cedo de mais para redobrar os meus pedidos de sugestões e comentários que melhorem o regulamento e reforcem a sua legitimidade.

manuel disse...

ary,
acho que se devia dar um prazo antes de criar um regulamento defenitivo. eu tenho uns trabalhos entre mãos, e não posso para já dar a minha opinião sobre ele.
digamos...até dia 15?

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

Manuel,

o prazo foi dado: dia 11. Eu gostava de já ter umas cópias do regulamento definitivo nas mãos no dia 15 para poder mostrar aos novos alunos que começaram a chegar nessa altura, bem como aos antigos alunos e aos professores que gostaria de convidar para um debate logo no início das aulas.

Se fizer muita diferença para muita gente, eu altero o prazo, mas creio que neste momento, com as informações que tenho, não faz sentido.

Tens quase uma semana, Manuel. E o regulamento tem 10 páginas no word com espaçamento grande. Lê-se calmamente em 15 minutos.

Não me digas que não arranjas 15 minutos para ler o regulamento e outros 15 para alinhavar umas ideias sobre ele.

manuel disse...

és um maldito patrão capitalista, pedro ary.
esses prazos são um insulto à dignidade laborial das massas do proletariado que compõem este blogue.
mas pronto, dia 11 tá bom.

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

Ao contrário do patronato eu estou aberto a negociações. Mas primeiro tenho de ver umas manisfestações. Vocês aceitam logo tudo... =D.

É um prazer negociar com o proletariado deste blog ;).

E claro, a menos que queiras deitar o regulamento todo a baixo pode sempre fazer-se uma ou outra correcção até dia 15.

manuel disse...

meu deus ary...
discução? discussão home de deus!

MJ disse...

Antes de ler sequer a proposta... antes de comentar o que quer que seja, e antes mesmo de dizer "olá, estou de volta!"....

DISCUÇÃO ?!?!?!?!?!?!?!

Isto não augura grande coisa para o regulamento, cartas e coisas afins redigidas por ti, Ary.... :p

manuel disse...

apresento aqui a crítica ao regulamento:

artigo 1º - parece-me haver uma repetição algo exaustivo de algumas palavras, bem como algumas frases demasiado óbvias. "O presente regulamento pretende regular" e "adaptações que resultam do presente regulamento". Esta formula podia ser simplesmente adaptada, com o 2º artigo, na seguinte frase:
"O presente regulamento dedicado aos debates realizados na Sociedade de Debates segue o modelo "british parliamentary debate", com as adaptações decididas pela mesma Sociedade e pela Faculdade na qual se insere, sendo este modelo invariavelmente seguido salvo indicações contrárias pela Mesa, antes dos referidos debates." pode haver o problema de este 1º ponto estar grande demais, no entanto, e assim poderíamos não incluir os trâmites do artigo 2º nele.

a minha segunda crítica prende-se aos Valores (artigo 2º), especialmente à parte que fala do discurso "bem-humorado" e por aí fora. não que seja impróprio estar no regulamento, mas talvez fosse mais acertada a criação de um "Manual do Orador da Sociedade de Debates", onde haveria imensa matéria para incluir, como matérias insuficientemente explicitas no artigo 11º, 12º e 13º, 6º também.

manuel disse...

em vez de "pela Mesa" leia-se "da Mesa" na proposta de alteração do artigo º

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

Não batam mais no ceguinho ... eu quando vejo erros vossos não faço esse alarido todo. E tenho certeza que vocês já se aperceberam que também os dão once in a while.

Concordo que há algumas repetições, mas essa não é a melhor forma de as contornar porque o sentido do texto não se mantém.
A Faculdade não tem nada de alterar seja o que for nos regulamentos.
O invariavelmente não está aí a fazer nada se há um salvo depois.
Não estás a falar de artigos, mas de números de um artigo.

O regulamento tem a função pedagógica que teria um manual do orador. Por enquanto, não havendo esse manual, é bom quer para os oradores, quer para os adjudicadores, que aquele artigo esteja escrito daquela maneira.

Daniela disse...

artigo 3º nº1, quando falas dos erros de pronunciação, parece-me um bocado escusado e talvez um bocado difícil de definir. se pronuncia for por exemplo o sotaque, vai ser complicado entender quem tem a pronúncia correcta, pois somos todos de lugares diferentes.
artigo 6º nº6, na parte de penalizar o facto de se evitar perguntas. acho que como isso pode fazer parte da estratégia do deputado, não deveria ser penalizado.
artigo 17 nº5, acho que se calhar o mau deveria vir depois do fraco. não sei, se calhar em termos expressivos mau é melhor do que fraco.
de resto não há mais nada a apontar em meu ver xD

Pedro Ary Ferreira da Cunha disse...

1. Há pronúncias certas e pronuncias erradas: é diferente dizer "logótipo" o logotipo. Mas também acho que um orador que troque sistematicamenteos "B's" pelos B's deve ser penalizado.

Eu confio no bom senso da Mesa nestas questões, embora concorde que é difícil definir o que é uma boa ou má pronúncia.

Será isto assim tão castrador?

2. Claro que pode ser uma estratégia, mas uma que mostra que ele não quer responder a perguntas. Porquê? Porque não está seguro, porque não consegue gerir o seu tempo ou porque acha que vai perder o fio do discurso.

Qualquer que seja o motivo é uma razão para serem retirados pontos.

3. É uma questão de sensibilidade e de pouca importância, mas para mim mau e pior do que fraco... Alguma alternativa?

Flávio Manuel Carneiro Silva disse...

Viva. Eu quero participar na sociedade :) Parece interessante. Falta saber se voces têm vida ahahha :p Projecto interessante, parabens :)

Ah, btw, sou caloiro :x

Manuel disse...

crítica:
2. Podem ser usadas expressões de uso corrente em qualquer língua, bem como frases curtas e de fácil compreensão em inglês, francês, espanhol, italiano e latim.
3. É igualmente possível o recurso a qualquer língua estrangeira, desde que o autor faça de imediato a tradução para português.

no artigo três do nosso regulamento.
não compreendo bem a complexidade por detrás de tal artigo.
1. estamos perante um problema de ambiguidade ou há mesmo uma diferenciação entre a lingua francesa e, por exemplo, a alemã?
2. porquê só frases curtas? não importa apenas a sua tradução?
3. não é a fácil compreensão um conceito subjectivo?
4. o busílis do artigo não será, em caso de um uso mais complexo de uma lingua estrangeira, da sua tradução? que deveria até, e isso eu já achava uma justa extensão das competências "programatórias" do regulamento, ser exigida por parte da mesa a tradução de alguma expressão que tivesse passado despercebida?
5. no caso de eu dizer então, "Wilkommen", terei de traduzir por estar a falar em alemão? e se eu disser "Thou art not to arm the brethren!" em iglês arcaico, poderei passar ao lado?

o regulamento continua muito subjectivo, pouco claro, mais adequado a literatura que à linguagem técnica que se exige.

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