quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

uma pequena dúvida

Estava eu a pensar para os meus botões e isto durante um dos meus (grandes e longos) momentos de preguiça (tenho mesmo que fazer um exame tou a ficar demasiado "mole") se o olhar era alguma espécie de contrato. Isto é quando olhamos para algo, nós, tal qual um simples credor, queremos absorver desse algo qualquer coisa, não?

ok ok, é nestes momentos que penso que vou dar em maluco, mas reparem: se olhamos para um objecto, queremos saber o que tem esse objecto de diferente, o que o faz único, para que possamos criar uma categoria nova - representação mental do mesmo (seja uma pedra, uma flor, uma árvore, uma camisola, etc.). Se olhamos para uma pessoa então aí a questão é gargantuesca, de uma imensidão, de uma intensidade incalculável.

E respondem-me vocês existem olhares vagos e olhares vazios, é verdade... Aí não haveria qualquer contrato!

Mais que isto tudo, e uma troca de olhares? É um contrato bilateral? Pode-se falar na "sinalagmática do olhar"?

Não sei, mas este tipo de lacunas os nossos códigos e leis e, no fundo, os diversos ordenamentos jurídicos não cobrem de todo... enfim, enfim... às vezes penso que o direito enquanto uma ordem que regula a vida das pessoas é de todo insuficiente (e isto sou eu a divagar...)

Só sei que "aqueço" quando ouço falar do "dto da felicidade" e, sem qualquer dúvida, esta questão em torno do olhar se incluí neste ramo; um ramo por descobrir e muito, muito incompleto...

Enfim... vou voltar a concentrar-me nestas "banalidades" do direito que nos "obrigam" a estudar (e cá vou eu para trabalho que até é engraçado" =P

12 comentários:

Tiago Ramalho disse...

henrique, o meu comentário é algo de que já falei muitas vezes com o noronha:
vamos deixar o direito tar lá no seu cantinho que já tem problemas que cheguem. No dia em que o direito prover condições para que qualquer um se realize já estaríamos perfeitos.

O teu ramo "dto à felicidade" é um ramo bonito: é pensarmos e conhecermos o homem, para saber como orientar a nossa vida. É filosofia... :P

Francisco disse...

Exactamente. Não é Direito. Chama-se... viver e crescer.
Que tendência esta dos apaixonados pelo curso de tentarem fazer do Direito um Leviathan intelectual :P

henrique maio disse...

oh né um leviathan intelectual =P

Apenas quis subverter a dita realidade... é um "se"!

Se o olhar fosse um contrato o que seria? Em que ramo estaria regulado? É natural ao entrar no mundo do direito que tenhamos estes pequenos vícios de criar normas para tudo na vida, enfim...

Todavia, de facto o direito é sempre um irmão mais novo de todas as "banalidades" da vida (ok, não sabem como me custou dizer a mim esta palavra neste contexto, no qual pouco acredito)... enfin, mes amies!

Mais que direito, é a "fé" no direito, à qual eu ainda não me consegui tornar "crente" (e duvido que o seja no futuro)

Mais que isto tudo, é de facto o olhar =P que é uma dependência do dia-a-dia x)

Tiago Ramalho disse...

é precisamente por eu ser um crente no direito que emito metê-lo em todos os aspectos da vida :P

Tiago Ramalho disse...

*evito

ao fim do dia tou, de facto, mei disléxico ou, melhor dizendo, taralhoco

Francisco disse...

Não é a "crença" no Direito de que se trata.
É apenas a descoberta de mais e mais...

Ary disse...

O Henrique está doente da cabeça e pior do coração. Vocês, por terem a crueldade de lhe apontar essas coisas quando sabem o que ele quis dizer, não estarão melhores da cabeça nem melhores do coração.

Francisco disse...

O rapaz agora também dá uns toques na arte da psique, hein?

Ary disse...

Oh! Não tem nada a ver. Deixem o rapaz em paz e feliz. Ele também tem "direito à felicidade" e eu a ser feliz por simpatia.

Hugo disse...

Ele tem é o DEVER de começar a fazer exames...Lol

Francisco disse...

Ary, afinal é só paternalismo teu. Enganei-me. :)

Ary disse...

Não é paternalismo é amizade. É gosto em vê-lo nestes devaneios ...

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