terça-feira, 28 de julho de 2009

A crise e o sexo

Parece que com a crise não só andamos a ter mais sexo, como mais relações extra-conjugais.

A procura de conforto e de uma fuga das atribulações do dia-a-dia parecem estar por detrás desta tendência.

Alguns sociedades de advogados afirmam subidas de 40% no número de divórcios e a Durex subidas de 22% na venda de preservativos no Reino Unido.

Divórcios, sexo fora do casamento, sexo sem procriação, preservativos. Sinto pena do Papa...

6 comentários:

Patrícia Valente disse...

...

As pessoas habituam-se a ver a crise apenas de uma perspectiva, quando existem muitas mais, já para não falar dos efeitos colaterais que esta vai trazendo, surpreendentes ou não, à medida que o tempo passa.

Não que este "boom" seja uma perspectiva melhor para todos (é só para alguns), nem sequer que seja uma surpresa, penso eu. Faz sentido, é lógico de um ponto de vista biológico, mesmo que da biologia humana se trate, esta tão maltrata e esquecida nos parâmetros da sexualidade/procriação, quando assuntos "mais sérios", como a crise, vêm a discussão. Não que partilhe a 100% da opinião do Sr. Freud, mas acredito piamente na interligação de aspectos que, embora estudados e abordados separadamente, funcionem na prática como um todo, de forma indissociável.

Aposto que a venda de estupefacientes, até a de chocolate, quem sabe :P, também subiu em flecha, onde ele existe e há poder de compra, entenda-se...

Ainda bem que tens pena do Papa, faz todo sentido, e ao menos que um de nós tenha, aliás, só lhe ia fazer bem saber destas coisas, penso eu.

Não dá para olhar somente para trás, quando a Humanidade caminha para a frente...

***
pat.

Legião disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Legião disse...

O homem é por natureza um ser unidual: ora é/tem em si tudo aquilo que nunca quis ter/ser, ou nunca consegue plenamente ser/ter aquilo que sonha Concretizar.

Daniela Ramalho disse...

ou então encontraram só a desculpa perfeita para poderem andar a fazer o chamado "dar umas por fora". a culpa é da crise e não de outro qualquer desvalor.
curioso é ter aumentado a venda de preservativo, pois eles são bastante caros e com a crise seriam de esperar mais descuidos.

Patrícia Valente disse...

Bem, Daniela, quanto à questão das desculpas, não sei, mas acho que quem se dedica a (e vou citar as tuas palavras, porque não encontro melhores) "dar umas por fora", deve arranjar desculpas haja ou não crise, ou nem as arranja, porque decisões erradas só pesam na consciência a quem a tem e, infelizmente, a ausência de ética e moral actualmente, é uma realidade, daí que a consciência não deve ser uma coisa assim tão abundante nos dias que correm.
Portanto, a desculpa não ser a crise, acho que isso é óbvio.
Porém, e acho que o Ary, no que postou, teve o cuidado de ir buscar um texto em que foram usados dados estatísticos reais e fidedignos, alguma correlação há entre estes e o aumento da libido alheia.
E o interessante, acho eu, num blog que privilegia exactamente isso - O Debate - é que as pessoas que nele interagem tentei encontrar, debater e conseguir, (já agora!) chegar ao porquê das coisas, ao cerne da questão.
E para que tal aconteça, têm de ver as coisas de um ponto de vista cientifico.

E, já agora, também concordo com a parte em que referes os descuidos. Faz sentido. Mas já viste que esses descuidos podiam ter consequências ainda mais dispendiosas?

Sinceramente não sei qual era o local da população em estudo. Mas de certeza que as conclusões tiradas, não foram feitas com base numa população do chamado "terceiro mundo...". Daí que não reflecte um estudo totalmente abrangente. Seja como for, achei o tema curioso.

Pat.

(já agora, Daniela, mt prazer ;). )

***

Daniela Ramalho disse...

sim, quando escrevi o comentário também pensei que de facto os descuidos saem bastante mais caro :p mas continuo a achar estranho que em tempos aflitivos de crise a libido aumente :)

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