quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Movimento Estudantil

Tese: A AEFDUP só poderá ser menos passiva se os alunos da FDUP passarem a ser estudantes da FDUP


No último ano devo ter ido a mais de 50 reuniões, fazendo muitas centenas de quilómetros, enviado e recebido centenas de emails, feito e recebido centenas de telefonemas, enviado e recebido centenas de sms, elaborado ou ajudado a elaborar uma boa mão cheia de documentos, tudo isto enquanto dirigente associativo responsável pela política educativa.

Para mais tem vindo a ser hábito que boa parte do trabalho surja durante a época de exames, o que, diga-se, não facilita nem o estudo, nem o trabalho, nem o sono.

Pela esmagadora maioria dessas despesas com transportes e alimentação não pedi reembolso à Associação, nem a qualquer outra entidade, tendo sido suportadas por mim e pela Maria João em cujo carro muitas vezes me desloco.

Nunca cheguei a usar para qualquer motivo o estatuto de Dirigente Associativo, sobretudo porque nunca me senti prejudicado na minha actividade académica pelo meu trabalho na Direcção, ou em qualquer outro órgão. Não condeno quem o faça ou quem o tenha feito, mas sim os moldes em que ela é atribuida, que dão aso a grandes e graves abusos, curisosamente praticados por quem menos faz.

Não me queixo, porque gosto do que faço, adoro as discussões, as eleições, as votações - sentir o palpitar da democracia, ganhe ou perca - mas mais que tudo adoro sentir que o meu trabalho fez ou poderá vir a fazer uma pequena diferença. Apenas publicito o trabalho que é feito porque acho injustas algumas críticas.

E daí talvez não sejam assim tão injustas... A Direcção pode e deve fazer mais e sobretudo acho que deve mostrar o seu trabalho, explicar o que anda a fazer, explicar porque é que o Ricardo, o Hugo, a Jana, o Ary, a Maria João, a Raquel, o Óscar, o Bruno, o Leo, o Guimarães, o Sérgio, a Ana Cláudia, o Pedro Noronha, a Cristina ou a Carolina andam tantas vezes atarefados pelos corredores.

Durante muitos anos os estudantes não foram realmente ouvidos nas salas de reuniões e nas assembleias. A única alternativa era ir para a rua e fazer com quem lá estava os ouvisse. Esse trabalho foi liderado pelas Associações Académicas e de Estudantes e teve resultados particularmente interessantes em Portugal e os estudantes conseguiram estar em paridade com os professores em diversos órgãos. Mas algo aconteceu entretanto, e com a despolitização da sociedade e até das associações, despolitizou-se a acção política dentro das universidades. Talvez pensando que a luta estava ganha os estudantes nas ruas desmobilizaram e os estudantes nos órgãos recostaram-se nas suas confortáveis cadeiras, isto quando lá punham os pés. Claro que falo em termos gerais, para explicar o que se passou com o movimento associativo nacional num parágrafo, mas mais reforma menos reforma foi assim possível começar a diminuir a representação estudantil à medida que também aumentavam os abusos de todos os lados. Ainda estrebuchamos, ainda se fizeram manifestações, se levou gente a Lisboa, se fizeram manifestos e greves, mas o poder dos representantes está sempre nos representados e força dos representados está na força dos representados. Como "fracos reis fizeram fraca a forte gente" foi sempre tarde de mais.

Hoje, numa sociedade amorfa, se queremos estudantes activos o trabalho não está já feito. Os estudantes não chegam a pensar mudar o mundo, a ser realistas exigindo o impossível, e por isso é que geralmente estão 20 pessoas numa RGA típica: 4 na Mesa, 12 da Direcção, 2 do Fiscal e 2 estudantes interessados que dificilmente voltarão. Com 20 pessoas numa RGA que legitimidade têm os documentos que de lá saem para falar por 1000 alunos?

A "Legião" tem duas exigências? Eu encho uma página com reclamações e sei que o efeito vai ser nulo. A força dos estudantes pode estar na sua garra, na qualidade da sua participação, no altruísmo das suas causa, na coragem das suas posições, mas na hora das decisões são os números que importam e aí os estudantes deixaram-se castrar, aí somos 4 contra 12, ou 3 contra 17. Bem podemos espernear e dizer que somos 29 mil, porque ali dentro somos 4 e lá fora não está ninguém.

E se os chamássemos? Quantos vinham?

Hoje, sem voz nas salas e sem voz nas ruas, o movimento estudantil está adormecido e os estudantes em agonia silenciosa. E não demorará muito até que estes acordem aquele. A indignação chamará os melhores, as grandes lutas desafiarão os grandes espíritos, os grandes tempos chamarão os grandes homens e o movimento estudantil erguer-se-á de novo, com nova força e antigo esplendor.


("Os tempos de antena são da exclusiva responsabilidade das entidades intervenientes")

37 comentários:

Street Fighting Man disse...

pedro ary, you read my fuckin mind.

chega de estudantes alapados e acomodados á ideia que isso do associativismo e isso de intervir activamente é para quem pode, e chega que esses que podem sejam vistos num campeonato á parte, se estamos todos juntos neste barco. chega de estudantes a treinarem para papaguearem, num futuro já não muito distante, cronicamente contra governos, políticos, etc, completamente acomodados á ideia de nunca se chegarem a indignar de facto contra o que criticam.

canoas_o_Mercenário disse...

realmente o que o ary diz é verdade. O movimento estudantil morreu, e eu considero que não é nem com manifestaçoes de 2 horas com meia duzia de gatos pingados à porta da AR (que francamente nunca resolveram nada!!!), nem com a aceitação derrotista da situação em que estamos, que efectivamente as coisas vão andar como nós queremos.

Ou realmente mostramos que queremos algo diferente, e lutamos contra o sistema, numa articulação de acções de rua, com os nossos representantes nos orgãos proprios. Situação onde tinhamos de intervir todos ou quase todos. Ou então continuamos a simplesmente esquecer isto tudo e continuar a beber cerveja todas as noites e a queixarmo-nos que ja não há epoca de setembro, e que alguns professores não ensinam como deve ser, que a maneira de avaliação está errada.. etc etc....

Os estudantes têm de se levantar. Mas sinceramente é desmoralizante para quem luta, não ter o apoio dos outros; Em vez disso tem o escarnio e a indiferença dos outros estudantes por quem luta.

Anónimo disse...

A Ideia do Associativismo não descura a apologia da Luta. Entendamos a Luta como algo a nosso favor! A Legião está em fase de Embrião. Considero que é um grupo muito muito restrito de meia-dúzia de mentes tombalidas com o sistemática Restrição dos nossos direitos. Vamos consciencializar todos os estudantes da FDUP!

Legião

canoas_o_Mercenário disse...

Acho que a legião tem poucas exigencias. Para quem quer movimentar os estudantes, essas exigencias não me parecem nem suficientes, nem muito pertinentes.

Mais do que melhorias por escrito é mais necessário uma epoca de setembro.
E acima de tudo quer-se é que as exigencias dos estudantes sejam ouvidas. Onde participámos nos no processo de bolonha? Onde?
Onde participamos actualmente na direcção da faculdade? uma faculdade feita para os alunos, mas onde os seus pedidos são apreciados, às vezes de uma forma muito leviana.
Eu dou merito à AEFDUP que eu acho que este ano trabalhou, e esforçou-se para que todos participassemos. O problema não é da AEFDUP mas sim dos estudantes que também não se mobilizam

Daniela Ramalho disse...

há uns meses atrás houve uma manifestação organizada por um grupo de alunos de letras e estavam lá dois alunos da fdup. isto entre vários alunos da flup, da feup e da fbaup. não sei se estavam alunos de outras faculdades, mas a verdade é que pelos nossos corredores fizeram-se ouvidos moucos.
embora nem todas as razões da manifestação fossem as mais pertinentes ou adequadas, pairava a ideia da enorme injustiça nas atribuições de bolsas de estudo, o tempo enorme de espera para saber se o processo foi ou não aceite fazendo com que muitos alunos não possam vir para o porto estudar durante largos meses enquanto esperam por esses mesmos resultados e o facto de os alunos estarem a perder cada vez mais peso nas deciões da up. por isso não entendo porque é que só agora surgem alunos indignados com o que se está a passar, como se só agora tivessem tido contacto com o mundo exterior.

p.s - as ae's não têm boa fama diante da maioria dos alunos, portanto é normal que muita gente ache que vocês não fazem nada pelos estudantes. de qualquer forma, lembro-me de falar contigo e com a mj sobre a questão das bolsas e lembro-me do esforço que vocês fizeram na altura para tentar alterar as situações mais flagrantes. isto enquanto, muito provavelmente, a maioria dos que beneficiam com essas bolsas, estavam em casa sentados no sofá.
p.s.2 - uma legião sem cara, muito facilmente não sai da gaveta.

Anónimo disse...

CASO MAIS-QUE-PRÁTICO


I- Resolva o Seguinte Caso:


A, docente universitário, após o terminus da correcção dos respectivos Exames escritos concernantes à Cadeira X, pela sua Pessoa Ministrada, afixou as pautas com os respectivos resultados no placar existente para o efeito, no prazo legal de 13 dias úteis.

Da Folha dos Critérios de Correcção constava o Seguinte :


Q1-
Q2-
Q3- A resposta ao caso concreto- artigos xxx, xc, xy, xz
Q4-
Q5- A resposta ao caso concreto- Artigos zz, zy e Enquadramento


( Considere-se em branco o que está posterior as questões 1,2 e 4)


Sabendo que o Regulamento de Avaliação de Conhecimentos, do Conselho Científico de 10.4.2007 e Conselho Pedagógico de 24.5.07, (ressalvadas as alterações introduzidas pelo Conselho Pedagógico em 24.4.2008 e em 14.7.2008) regula a seguinte Matéria, especialmente nos Trâmites do seu artigo 18º:


QUID IURIS?


Anexo I

Artigo 18.º
(Critérios de correcção e consulta de provas)

1. Os regentes da unidade curricular devem publicar os correspondentes critérios de correcção, os quais enunciam os aspectos essenciais das questões colocadas.
2. Sem prejuízo da liberdade pedagógica de cada docente, que envolve a possibilidade de escolher o tipo de teste, os critérios de correcção devem sempre ser apresentados de forma clara. ( Claro = Branco? Efeito Tide?)
3. A eventual opção por perguntas de escolha múltipla não pode ultrapassar 50% da cotação global e os respectivos critérios de correcção devem apresentar os méritos e deméritos das soluções alternativas apresentadas, bem como a clara ponderação das respostas para efeito da classificação final.
4. No caso de as provas escritas a classificar pelos docentes serem menos de dez, cessa a obrigatoriedade da publicação dos critérios de correcção, os quais podem ser explicitados em sede da consulta de prova a que se refere o nº6.
5. A publicação dos tópicos de resposta mencionados deve ocorrer até à data da publicação das classificações.
6. No momento da afixação da classificação das provas escritas, os docentes devem indicar o dia e a hora em que terá lugar a consulta de provas.
7. A consulta de provas deve ser marcada com a antecedência mínima de vinte e quatro horas, não pode recair no dia em que tenha lugar a prova oral de recurso e, sempre que possível, deve ser realizada antes da prova escrita de recurso.
8. Salvo casos devidamente fundamentados, a consulta de provas deve ter lugar na presença do docente que as corrigiu.


BOA SORTE!

LEGIÃO

Anónimo disse...

Com todo o respeito, Daniela, se tivesse uma cara como a tua, preferia o anonimato. Quando o filho nasce órfão, para quê um nome?

Se esse órfão lutar pelos teus direitos, podes ser tu a dar-lhe um Nome, e assim Imortalizares o TEU!

Anónimo disse...

Canoas, dizes que as ideias da Legião não te parecem pertinentes...Mas está à vista de todos que Legião apresenta propostas e vontade de mudança, ao invés da maioria dos estudantes da FDUP que vivem mergulhados na maior inércia mental. Deve ser por estarem demasiado ocupados na senda da resolução do enigmático, brilhante e mordaz caso prático apresentado pela Legião...
Façamos cessar o "escárnio e a indiferença" e deixemos que o espírito da luta nos transforme numa ínclita geração!

Canoas o mercenário disse...

1- Daniela. Espero que a boca dos alunos indignados não seja para mim... Alias tenho a certeza que não é!
Eu no meu primeiro ano estive em todas as RGA's para ver aquilo vazio. (o que posso dizer que é extremamente desmotivador)
Vi no meu segundo ano uma inactividade da AE brutal. (e critiquei, e hoje sei porque se deveu)
Nesse mesmo ano, tentei que as orais de melhoria fossem gratis, isto no sentido de que se o aluno melhorasse ganhava de volta o seu deposito de 12 euros. (o que é que os representantes dos alunos fizeram?? não apareceram na reunião do directivo. Mexi-me eu durante um mes a falar com professores etc.. para quê?? para no fundo nao aparecerem as pessoas que deviam.

E realmente... "Uma legiao" que não mostra a cara?? Isto é o quê? o filme V for vendetta?

Ps: Ary por muito respeito que devemos ter pela liberdade de expressão no Blog, este, não é sitio para propaganda.

Anónimo disse...

Meus caros, Vamos à resolução do caso Prático

Sr "Deputado" Canotilho, se é inteligente ( não duvido), analise os sinais, esteja atentamente de olho aberto ao despoletar das engrenagens.

Uma coisa lhe digo: estará abrangido nos nossos projectos, porque iremos lutar em prol dos nossos direitos!

Se está contente com a situação da Faculdade, considere-se apto a lutar também contra nós, nós que queremos unir os estudantes.

Se estiver contra nós, será mais um apologista do que se verifica actualmente. Por outras palavras, está a favor do Sistema, contrariando o seu antecedente post.

Mas, se Realmente deseja ver suprida esta falha do sistema, que legitimidade tem em contradizer-se no seu discurso?

Uma das causas para o facto de haver inércia mental, é a contundente precipitação. Se o alicerce está sob rascunho, porque deverá dar a face o artista, quando naturalmente, a posteriori virá a obra de arte?

ponto n1- Antes de tudo, mantenha uma coerência, e não uma amálgama paradoxal imbuída de lexemas desprovidos de qualquer aprofundado conhecimento sintático. um 9 pelo Português usado.

A priori, faça uma análise Custo/Benefício do que tem a perder ou a ganhar em juntar-se à causa, que o transcende, ou a opor-se a ela.

A causalidade não torpe o sentido da casualidade.

Devo considerar o seu discurso residual, paradoxal, abrupto, e antes demais, irracional.

Com as devidas condolências hermenêuticas

Legião

Anónimo disse...

Ahhh, Nós temos um Nome - "Legião"

Se alguém quiser adiantamentos, procure na Bíblia.

All The Best
Legião

Ary disse...

Daniela,

Eu detesto parecer o Santos Silva, mas os estudantes que foram a essa manifestação estavam "instrumentalizados". Muitas das suas reclamações não tinham fundamento e baseavam-se em simples boatos, outras não deviam ser dirigidas à Reitoria, mas sim ao Governo, ou aos Bancos, aos seus colegas com uma moral mais elástica.

Os SASUP têm à sua frente o Dr. João Carvalho, um homem com espírito de missão, que para mais me parece bastante competente e ter uma aguda sensibilidade social. No mesmo dia da manifestação tive oportunidade de reunir com ele para tentar perceber a situação, mas apercebi-me de que ela não pode ser resolvida com manifestações.

Legião,

Resolução do caso prático: depois da afixação dos critérios a AEFDUP tentou oficiosamente que os critérios fossem afixados. Não tendo o seu apelo sido ouvido apresentará amanhã um requerimento para que o mesmo aconteça o mais rapidamente possível. Apelou já a representantes dos estudantes no Conselho Pedagógico para que a situação não passe em claro na reunião que fará o balanço da época de exames.

Não me identifico com o estilo da Legião, embora compreenda os motivos que lhe dão génese, e portanto não me juntarei a qualquer uma das suas actividades. Venha ou não a saber quem se esconde por detrás da máscara só posso desejar-lhe boa sorte. Não te esqueças que há outras formas, geralmente mais produtivas, e não menos honrosas de lutar.

Anónimo disse...

Sr deputado Canotilho, desafio-o a Resolver o Caso prático acima descrito.

Um pequeno teste não custa, já as grandes causas exigem o seu Custo.

Faça uma transposição contextualizada do mesmo. será fácil, prometo. Sei que consegue. Afinal porque esse caso aconteceu, para nosso muy nobre espasmo e espanto, na nossa também muy nobre faculdade

Um professor que não respeita um regulamento, deve responder perante quem?

Ou as respostas eram para ser deixadas em branco, talvez fosse essa a intanção do professor: analisar a inteligência dos alunos? Não me parece.

O regulamento é bastante claro, nos trâmites do artigo 18, mais concretamente no plasma dos números 1 e 2.

Qual o suporte que o aluno, fustigado pelo seu mau resultado, tem para alegar qualquer coisa em sua hipotética defesa no acto da Consulta de Prova?

Se o Critério não é claro ( e claro aqui não se consubstancia com qualquer associação ao branco da castidade e pureza), então o professor não agiu em conformidade com o que lhe é expressamente exigido nesses números do respectivo artigo 18º

Se quiser ajudar na resolução deste Caso, agradeço do fundo da nossa anonimata anima

Legião

Anónimo disse...

Intenção e não "intanção".
Mero Lapso

Legião

Anónimo disse...

Estimado Ary Ferreira da Cunha ,

Demonstra-me a plena eficácia desses ditos modos honrosos de Lutar.

Longos vão os tempos em que o Homem deixou os paus e balizou uma consciência de que num sistema viciado, qualquer acto honroso é-o atendendo à estrutura e hierarquia que lhe dá suporte e forma.

Congratulo-me por considerares racionais as nossas motivações. Mesmo que, inconscientemente tomes parte em qualquer actividade nossa, serás maximamente bem recebido, respeitado, e considerado como um dos grandes pilares da nossa faculdade.

Até lá, salvo o disposto anteriormente, considero que a nossa Prima preocupação, salva a aliteração, será sempre um despoletar de cosnciência, e nunca um atentado à dignidade de ninguém, nem mesmo, os que nutrem as suas ontológicas vias respiratórias com o ar emanado do nosso honroso Sistema

Atenciosamente
Legião

Francisco disse...

Cheira a gato.

Flávio Verdier disse...

"Eu detesto parecer o Santos Silva, mas os estudantes que foram a essa manifestação estavam "instrumentalizados". Muitas das suas reclamações não tinham fundamento e baseavam-se em simples boatos, outras não deviam ser dirigidas à Reitoria, mas sim ao Governo, ou aos Bancos, aos seus colegas com uma moral mais elástica."

Ary, esse é discurso de quem não tem absolutamente nenhum do conhecimento de causa. Ainda assim gostava que desenvolvesses esse teu raciocínio para eu poder responder adequadamente, porque fui uma das pessoas que acompanhou desde o inicio, o desenvolvimento e o culminar dessas manifestações e sinceramente não vi "instrumentalização" nenhuma. Se falas de partidos, a maioria dos estudantes que participaram, garanto-te, eram apartidários e alguns estudantes que, de facto, pertenciam a partidos chegaram a ser "convidados" a afastarem-se do movimento que as organizou. As AE's simplesmente nos ignoraram mas depois até aproveitaram a boleia. Sinceramente não percebo quem nos instrumentalizou. Quanto à boca das reclamações e dos bancos, nem me vou dar ao trabalho de responder.

Legião disse...

Bravo Flávio!

ps- agora temos blog. Prometo o 1o post para breve.
ps2- Devemos juntar-nos a uma causa, e não dispersar a atenção para aspectos pessoais.

Francisco disse...

rectius: Aqui há gato.

Francisco disse...

lool estou a rir-me comigo próprio com o "cheira a gato".

canoas_o_Mercenário disse...

Interessante. Mais um blogger qualquer que aparece do nada e empossado sobre uma causa, julga que tem a verdade. Sabe legião.. o que eu li dos seus 2 objectivos acaba por ser pouco. Se a legião é um grupo que pretende so esses 2 objectivos então não pretendo participar.

Se tiver mais objectivos, quem sabe... Mas a verdade é que não é atacando e fazendo spam aqui no blog que vão conseguir o que quer que seja. E eu vou-me juntar a uma causa sem saber completamente o que está por tras dela?? No seu devido tempo erá analisada..

E sim cara "legião" desde que sairam as notas de reais que já tinha notado a falha desse mesmo professor e a violação do artigo 18. O que quer mais?? o que é que nós podemos fazer sozinhos? primeiro devemos accionar os mecanismos que temos disponiveis. Depois parte-se para outro tipo de luta. Eu sinceramente gostava de saber o que é que a "legião" pretende fazer acerca disso.

ps: não ganha nada em insultar ninguem da sociedade. Alias para quem pretende unir os alunos esta aqui com uma posição de conflito (e bastante alitva digamos) algo que não parece a aproximação mais correcta

Nicolas Cage disse...

Eu em casa tenho uma faca bem grande e alguns paralelos esquecidos la das obras na minha rua.

Quem precisar destas armas para a luta, contacte. Estou disposto a negociar.

Nicolas Cage disse...

Alto, acabei de descobrir um taco de baseball para criancas.

Legião disse...

Eu sei que pode doer um pouco sr. "deputado" Canotilho.

Face à Incircunscrita e esfíngica relutância ao Bom senso, que poderá estar na sub-génese da sua inelutável e patente falta de argumentos sólidos, iremos por passos pequenos, à medida da sua trépida compreensão.

Vou escrever isto de modo a ser minimamente entendido. Vamos, paulatinamente, por pontos.

Ponto Número Um- Se quisséssemos que vossa excelência tomasse parte nesta ignição contra a diarreia mental de que sucumbe muita gente, te-lo-íamos contactado pessoalmente. Não será pela sua falta que nos sentiremos menores.

Ponto Número 2
- Qual a Motivação?
- Pode ser uma pergunta bastante óbvia, sem entretanto entrever uma possibilidade de recurso a vossa excelência, visto como hipotético arquétipo do minimalista Jurisprudente de debates sobre o preço das couves nos minimercados da Ribeira.
Vamos ser Práticos. A Teoria das Ideias acabou com Platão, sem descuidar o sentido revisionista de Santo Agostinho. Tudo para dizer que, face à sua confusa e dicotómica lexicologia, apraz sentir-me no dever de trazê-lo à realidade Física. Terá tempo para projectar isso nas suas aventuras oníricas.


Passando a considerá-lo como tal, e, face aos seus lexemas suave e diletantemente cacografados, vou apresentar-lhe, sumulamente, porque " o segredo é a alma do negócio", a razão de só existirem 2 Temas fulcrais: As melhorias Por escrito, e uma maior Participação da AE na arterial quotidiana vida da nossa/deles Branca-suja casa

( Ainda está aí?)

Pronto. se realmente gosta de retorquir com argumentos válidos, siga em frente....

Melhorias Por Escrito - Se fizer um estudo na faculdado, garanto-lhe que 90% dos alunos preferem este postulado. Quer Tentar um estudo?
Acho o argumento bastante válido, em consonância com o élan vital (Henri Bergson) transportado, neste prudente casus, para o princípio da maioria. Poderá fazer parte dos 10%, não o julgo por isso. Mas vá com calma que ainda não acabou. Não Restringimos a Liberdade de Querer fazer parte da Minoria a favor do Sistema. Isso Nunca!

Ponto Número 2 -
( pausa para tremoços)
Quer esperar um pouco, ou acha que já lhe chega?

Legião disse...

Ps- Diga-me onde se plasmam os ditos insultos.
Eu posso justifica-los, se existirem, ou lastima-los, se inexistentes

Gracias

canoas_o_Mercenário disse...

Gosto muito do ar paternalista com que escreve. ..Snort...
Mas continuo a dizer que se é essa a sua ideia de combate estudantil, força. Avance. Faça por isso. Considero que não é isso que está mal no sistema.
Se realmente fizer os estudos, verá que não é isso que a maioria quer. Não é essa a pretensao maior do estudante. A pretensão maior é a de justiça pelo trabalho que fez, e a de que o sistema funcione correctamente. Logo implicitamente querem é uma maior representatividade. E uma maior justiça na sua avaliação. E essa parte de poder-se optar por melhorias escritas é so uma infima parte dessa avaliação.

Ps: O insulto não precisa de estar expresso.

Nicolas Cage disse...

quero fazer caquinha

Nicolas Cage disse...

Se a Legiao tiver nas suas instalacoes uns lavabos sem pingos no tampo, posso ir la largar o sr. Castanho?

Legião disse...

Sei que pode doer mais uma vez...

senhor deputado, dê-me um exemplo de um insullto tácito que não seja incluído na fórmula de expressividade por autonomásia neste Campo: Ou seja, a forma escrita. Por mais que pense, não chego a uma conclusão genialmente fundamentada.

Quanto ao resto, deixe-me dizer uma coisa: taradices, e mais taradices.

Veja, que no resto da UP existe o sistema das melhorias por escrito, e não é por aí que a representatividade dos alunes sucumbe nem se altiva. Apesar de ser uma parte da Questão, é, ao meu ver um excelente ponto de partida. Se se baliza uma chegada, temos de teorizar a Partida.

Porque não fazer o estudo?

Não me interessa minimamente discutir qual de nós poderá ou não um discurso paternalista, maternalista, narcisista, realista, romantista, nihilista ou dadaísta, ou mesmo comodista.

Nem me interessa medir nada com ninguém.

Já disse, e volto a repetir desenfreadamente, vincando ao animus do real ontos, qual a Motivação Primaveril: Defender os Direitos De todos os Fdup's. Se por acaso, tiver uma sugestão mais realista e plausível, será acatada de bom grado e estudada de um modo conveniente.

Caro Colega Deputado, partilho consigo o ávido desejo que Hegel tornou plasmado na Dialética, assumida como um renascimento dos postulados de Heraclito, e consumado em Marx e no campo da Psicologia em Freud e Jung.

A Luta é inerente à condição de aspiração. O Homem, sendo um ser tendencialmente aspirante, porque não possui tudo em si mesmo ( E.Bloch) , torna-se, num processo de Projecção Involuntária, um ultra-ego na sua doxa e episteme.

( entendam-se por taradices lato sensu este blá blá de contradições sem fundamentação adequada, ou súmulas paradoxais)

Relativamente ao aspecto Bíblico, sou quero frisar que não sou o Doutor Paulo Pulido Adragão, nem Jesus, nem Maria Madalena, e tão-pouco aquele que vos há-de trair por 30 dinheiros.

Maximilien Robespierre disse...

Vejamos,

"Senhor deputado, dê-me um exemplo de um insullto tácito que não seja incluído na fórmula de expressividade por autonomásia neste Campo: Ou seja, a forma escrita. Por mais que pense, não chego a uma conclusão genialmente fundamentada".

Não? Bem, é normal que uma "entidade" que se perde no culteranismo das palavras, no delírio cromático das metáforas, perífrases e circunlóquios e nas gongóricas expressões, a certa altura já nem perceba o sentido do próprio discurso :)

Ajudemos portanto a "Legião" a recordar as passagens que decerto terão causado agastamento ao bom canotilho:

"uma amálgama paradoxal imbuída de lexemas desprovidos de qualquer aprofundado conhecimento sintático. um 9 pelo Português usado";

"Devo considerar o seu discurso residual, paradoxal, abrupto, e antes demais, irracional";

"sr. "deputado" Canotilho" (note-se o uso de aspas no qualificativo, até então não empregue);

"Incircunscrita e esfíngica relutância ao Bom senso, que poderá estar na sub-génese da sua inelutável e patente falta de argumentos sólidos";

"da sua trépida compreensão";

"visto como hipotético arquétipo do minimalista Jurisprudente de debates sobre o preço das couves nos minimercados da Ribeira";

"sua confusa e dicotómica lexicologia";

"Ainda está aí?" (subentenda-se a subreptícia insinuação de que o Canoas não terá ao seu dispor os instrumentos do foro intelectual para acompanhar o texto);


"Quer esperar um pouco, ou acha que já lhe chega?" (idem)

;p

Legião disse...

Humm, partilhamos algo em comum: seremos primos camaleões?
Prefiro o seu nome ao meu.
Confesso que a sua linguagem se assemelha à minha. 15 pela reciclagem.

Reciclar é uma virtude Cívica

ROberto ( Guiné) disse...

Professor Roberto
Mestrado em Tarot Jurídico na FDUP

FAÇO MAKUMBA PARA MELHORIA POR ESCRITO

Pedro Sá disse...

Sábias palavras. As RGA nunca são representativas, o modelo está esgotado, talvez fosse boa ideia impor por via legislativa (já que a lógica é sempre essa e nunca há autonomia nenhuma) votações de tipo referendário de todos os assuntos minimamente importantes.

Legião disse...

Exacto caro pedro Sá, mas há muita gente contente com o Sistema... a ver vamos o que um estudo dirá sobre isso.

Ary disse...

Flávio, o que sei foi do que li nos vossos panfletos e do que me tem sido explicado pelo Dr. João Carvalho. A questão "das reclamações e dos bancos" penso que é a mais pertinente, porque não adianta ir protestar à porta errada.

Quando me referia a instrumentalização referia-me essencialmente a partidos. Tendo em conta a filiação partidária das pessoas que me falaram primeiro da manif, o tipo de discurso e a estratégia de divulgação assumi que houve alguém por detrás da cortina, como em quase todas estas coisas há sempre. Afinal não estava assim tão errado. Esses "convites" aliás só me parecem dar mais pistas =)

E que Associações aproveitaram a boleia? A AEFBAUP?

Não tenho a menor intenção de ser desagradável, mas, salvo melhor opinião, penso que não sou eu quem está mal informado.

Se quiseres falar sobre o assunto terem todo o gosto em ser contacto nesse sentido através do email aryfcunha@gmail.com . Este post já está muito confuso e esta questão creio que merece um tratamento mais sério do que o que o actual estado de revolução deste blog permitiria. Se não quiseres também dou o assunto por encerrado.

Se estiveste na organização da manif compreendo que te sintas ofendido pelo que disse, mas não o torna menos verdade. Já fui instrumentalizado muitas vezes (acho que estou a ser instrumentalizado neste momento pela Legião, por exemplo) algumas vezes conscientemente, outras nem por isso. Mas não te preocupes muito com isso, porque provavelmente mesmo que o soubesses farias exactamente o mesmo.

Mais do que isso, quero que saibas que respeito o trabalho, admiro a coragem e louvo a convicção de quem faz o que tu fizeste. Acho que temos outras opções, mas isso nem é o mais importante.

Maximilien Robespierre disse...

Instrumentalizado, Ary? Isto pareceu-me mais uma relação de mutualismo ;) tu foste a alga e eles o fungo para fazer brotar um belo líquen, que como disseste, muito te fez rir ;)

Na verdade, e em final de exames, a Legião sempre permitiu um momento de katharsis bem humorado por estas bandas. Tiremos-lhes o chapéu por isso ;)

Ary disse...

Instrumentalizado é provavelmente demasiado forte, Max, tens razão.

No tipo de relação a que me referia temos um sujeito a comportar-se de acordo com um plano maior de um outro e sem o entender completamente, ou agindo sobre falsos pressupostos.

Não sei bem se isto é mutualismo, certamente não será simbiose, mas espero que a explicação sirva tão bem como a metáfora que comporta o conceito de instrumentalização.

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