quarta-feira, 15 de julho de 2009

Desabafos...

Há disciplinas fáceis, difíceis, exigentes e impossíveis...

Curiosamente as impossíveis (no sentido em que é impossível uma maioria ter as notas que esperava), podiam ser integradas no lote das outras três...

Falando em disciplinas irmãs, porquê que Direito das Obrigações é exigente e Direitos Reais é o chamado cadeirão impossível?

A maior frustração de um estudante, não é reprovar quando não estudou, é reprovar sabendo que em circunstâncias normais passava...

Das maiores frustrações como colega é ver cerca de 200 pessoas inscritas a Reais na segunda fase, quando inicialmente estavam à volta de 250 e as salas estavam cheias como nunca vi (e tão cheias de pessoas de outros anos, do quarto, quinto e sexto ano se existissem)

PS: Chego à conclusão que qualquer disciplina pode fazer parte de qualquer categoria.
PS2: Partilho convosco esta frustração porque reprovei a Obrigações porque mereci, mas passei a Reais sem achar que merecia tão mais que os outros todos.

25 comentários:

Francisco disse...

:)
eu não fiz o exame, mas senti-me tocado por esta solidariedade...

DC disse...

Hugo, tiveste a sorte do teu exame ter caído em cima da secretária do prof...parece é que ele atirou os exames do gabinete do Tavares, para tão poucos terem ido parar local que ele definiu como "passagens".

claudia disse...

Em direito Reais é assim tão horrível???

A correcção, de atirar exames ao ar e passar os k kaem em cima da mesa e reprovarem os k kaem no tapete, só da vontade de exigirmos uma revolta no estado de coisas...

Hugo, concordo contigo..

embore eu acredite que em criminologia nao ha este tipo de correcçoes e k pessoalmente eu nao me possa queixar, e muito frustrante para um estudante saber k fez tudo o k pode para passar e depois com ele reprova mais de metade da turma...

mas a minha opiniao e que temos cadeiras dificeis e exigentes mas nao impossiveis mas de certo modo temos de ir ao encontro do professor e se nao acertarms no k kerem nk xegaremos lá.

felicito por passares a reais, foi pena obrigaçoes.

claudia disse...

Acredita que em criminologia mta gente iria tambem escrever assim um texto "Desabafos"..

E pena penso eu nao ter gente de criminologia a participar neste espaço!!

Poderia ser enriquecedor reunir aqui dois tipos de discurso, mas nao, sou do primeiro, não sei mt bem se a ideia é isto ser um pouco monopolizado e mais dirigido para voces :)

Cristiana disse...

Até pode não haver correcções em que os exames não vao ao ar para saber quem passa ou não! mas digamos que em 60 inscritos aproximadamente passarm 8 a comportamento desviante II e o resto chumbo total por um valor, tudo corrido a 9 é que nem as notas dos trabalhos práticos ajudam!! e depois de uma ida ao gabinete para revisão da prova digamos que saímos de lá com mais duvidas do que com que entramos!!

Street Fighting Man disse...

a discricionariedade é o critério máximo da nossa democracia perfeita: subetamo-nos

Pedro Sá disse...

Que eu saiba na licenciatura a dificuldade depende muito de pessoa para pessoa. Pelo menos era assim nos anos 90 e depois disso, em Lisboa.

Mas Direitos Reais nunca foi nada do outro mundo por estes lados...

Pedro Sá disse...

Bump. Só para receber os comentários posteriores no mail.

Guilherme Silva disse...

Não houve comentários posteriores.
:)

Anónimo disse...

Segundo aquilo que me disseram Reais teve uma taxa de aprovação de 15,6%, um 14 e três 13. É neste momento a cadeira com mais alunos inscritos, cerca de metade dos quais repetentes. É absolutamente repugnante pensar que ano após ano duas centenas de estudantes são injustamente obrigados a repetir um exame para o qual provavelmente se prepararam melhor do que para todos os outros.

Para Reais eu estudei mais tempo do que para qualquer outro exame, vi a matéria por mais fontes do que para qualquer outro exame, revi mais vezes os casos práticos do que em qualquer outra cadeira, fui às aulas, o exame correu-me bem e ainda assim isso não foi suficiente. Isso acontecer a uma pessoa é azar, mas acontecer todos os anos a duas centenas de pessoas faz-me pensar que não há coincidências.

Daniela Ramalho disse...

oh não... que inferno. já vi que vai pior do que teoria geral do direito civil no primeiro semestre.

João Fachana disse...

Com todo o devido respeito e salvo melhor opinião, como se costuma dizer, não percebo e nunca percebi pautas como a de Reais.
As cadeiras de Direito Privado sempre tiveram, normalmente, as maiores taxas de reprovações, talvez por ser a área mais "matemática" em Direito (Estas e Processo Civil) e, por isso, as hipóteses de um aluno ter alguma cotação são menores do que no Direito Público. E o grau de linguagem técnica utilizada é muito mais exigente.
Mas não se compreende, mesmo assim, a pauta de Reais. Mesmo no ano passado, com um exame de 10 valores de V/F as notas foram semelhantes(talvez mais algumas aprovações que o normal), havendo o absurdo de pessoas que tiveram 8 ou 9 em que tiveram 0 nas 4 perguntas teóricas.
Mas honestamente, basta ir a consulta de prova de Reais e comparar com a de Obrigações e Família e, sinceramente, descobre-se a diferença. Nas segundas, encontramos a cotação toda discriminada por partes, descobrimos as falhas que nos retiram cotação. Em Reais (e noutras cadeiras) não, vemos um 0 à beira da questão onde até elencamos matérias que estão presentes nos critérios de correcção.
Em Obrigações e Família temos a certeza que a nota que se encontra na pauta é a nota que merecemos, em Reais há sempre aquela arbitrariedade.
É certo também que num curso de Direito é impossível a alguém corrigir um exame com critérios estanques, uma vez que mesmo o Direito mais positivado e isento (?) de divergências interpretativas dá sempre lugar a um espaço para a subjectividade e discricionariedade do avaliador. Mas essa discricionariedade não pode chegar a absurdos como se chegou a reais.
Não sei se será a mania de querer fazer da cadeira de Reais o "sofá" do curso ou o respeito que se tem por um falecido Professor que, pelo que me contam, também seria assim nas correcções, ou ainda alguma frustração pessoal escondida.
O que é certo é que pautas assim tornam a cadeira uma anedota que gradualmente levará a que os alunos se interessem menos por ela, já que sabem que nunca poderão mostrar o seu conhecimento que será sempre sub-avaliado.
E isto além de descridibilizar a cadeira acaba também por se reflectir negativamente no curso.
E, na minha opinião, pautas como esta não podem passar sem uma justificação. E, segundo sei, existem órgãos na faculdade que podem exigir essa justificação, o conselho pedagógico por um lado, mas e principalmente, o conselho científico já que não está aqui em causa tanto uma questão de pedagogia mas sim de avaliação e, acima de tudo, de credibilização de uma cadeira da faculdade. Porque não são só as cadeiras absurdamente fáceis que são descridibilizadas, são também as absurdamente difíceis.

DC disse...

Caro João Fachana, relembro a sua pessoa, caso esteja esquecido, que apesar de toda a rectidão com que é feita a correcção do exame de obrigações, chegou a acontecer uma pessoa chumbar a obrigações, ir à consulta de prova e encontrar um apontamento a dizer "confuso" e que por isso teve cotação de 0,mesmo estando lá a matéria exigida.

Pessoalmente não percebo essa história da consulta de prova de reais, em fui lá falei com o prof, estivemos a ver o exame, ele disse-me o que tava mal, o que tava bem.Não é esse o objectivo?

Francisco disse...

Confesso que não tenho coragem para dizer aqui metade das coisas que o Fachana disse, e as quais eu apontaria noutras cadeiras.
Mas os sinceros parabéns pela temeridade.
"Se ninguém falar..."

Daniela Ramalho disse...

exacto... acho que o fachana acabou por dizer aquilo que muitos de nós pensamos constantemente em muitas outras cadeiras.

DC disse...

Atenção que com o meu comentário anterior não quis dizer que o Fachana estava errado, apenas que uns têm razões de queixa de umas cadeiras, outros de outras.

O fachana fala porque as críticas que faz não sofrem "retaliações"...Ele no fundo é um menino... :P

João Fachana disse...

Oh DC, é óbvio que, quer para o bom quer para o mau do que referi no comentário anterior quanto a correcções de exames, nada é para tomar em absoluto e de certo haverão alguns exames de Reais que efectivamente correspondem aquilo que o aluno demonstrou conhecer (E idem, no sentido contrário, quanto a Obrigações, por ex.)
E também, Daniela, nem todas as cadeiras que tenham normalmente más notas querem dizer que os exames não foram bem corrigidos...Aliás acho, em meu entender, que felizmente o que se passa com Reais não é a regra na Faculdade.
Anormal, isso sim, é sistemáticamente, pelo menos durante todos os meus anos em que andei na faculdade, a cadeira de Reais ter sempre uma média de aprovações de 15%,20%... É que, falo por mim, subjectivamente, a matéria de Reais não é tão extensa ou tão complexa que justifique estas pautas.Pelo menos analisando ao nível da matéria presente no programa e que, julgo eu, é a única que pode ser objecto de avaliação. Obrigações e Comercial, por ex., são matérias, em meu entender, bem mais complexas e extensas (mesmo dividindo-as por semestre são mais extensas) que Reais e, no entanto, não é o descalabro que se passa com Reais.
Sim Francisco, provavelmente se eu não estivesse já licenciado e com Reais feito não teria tido a "coragem" que dizes. Já não tenho nenhum ónus em cima de mim, se é que me percebes. E, sinceramente, já estou farto de injustiças. Mas também acho que quem de direito deve fazer barulho. No meu 2º ano, tivemos alguns problemas com um dos docentes de Teoria Geral (nenhum dos actuais, sublinho) e fizemos barulho. Por causa disso ou não, desconheço, a verdade é que no ano seguinte houve uma substituição.
Entendo que todo o barulho que se fizer poderá cair em saco roto pois está relacionado com algo subjectivo e discricionário que é a avaliação que cada professor faz dos alunos. Mas também, se calhar é preciso relembrar que discricionariedade não é arbitrariedade e, pelo menos, pautas tão más necessitam de uma justificação, não digo aos alunos, mas ao Conselho Científico, talvez fosse o mais correcto e acertado.

Daniela Ramalho disse...

pois, mas estas questões nem se prendem apenas com cadeiras em que existem sistematicamente más notas, mas com várias situações, independentes de notas. pelo menos é essa a sensação que tenho de conversas nos corredores e de experiência própria.

Anónimo disse...

A verdade é que o nosso blog é também visto por professores. E há determinadas situações que por muito que eu gostaria de dizer em público, não digo, porque sei que há represálias, e não me venham dizer que há professores que não são vingativos.
A verdade é que eu passei a reais, e estou contente por isso. Mas posso dizer que se calhar merecia mais em notas de outras disciplinas, do que passar a reais.

DC disse...

Soube há momentos que o Professor Liberal Fernandes se Doutorou ontem em Coimbra com a nota máxima...Meus senhores acham credível que uma pessoa a poucos dias de defender a sua tese de Doutoramento, ande a corrigir exames de Direitos Reais?Eu não acredito que alguém faça isso, eu não o faria.
Vai na volta nem foi o senhor que corrigiu os exames...

Anónimo disse...

Então deve ter sido alguém que o deixou orgulhoso

Anónimo disse...

Terá tido como juri o espirito de Orlando de Carvalho? :)

Anónimo disse...

já vi pernas a serem partidas por menos... :D

phene disse...

alguem tem droga?

Anónimo disse...

Ao Pretérito Mais-que-Perfeito 
&
Ao Seu Exímio Servo,
Arquétipo do Ferido-Calado, que nem Grita, Nem Deixa Gritar!

Cada Aluno é, e sempre será, Sombra nas Suas Causas!
 
Vamos Lutar! Dialeticamente, como urge a História
Somos Mais que eles!
As nossas Propinas Alimentam-nos! 
Se Milhões Passam Fome No Mundo
Porque Haverão eles de Sofrer Por Excesso de Peso?


O Que Queremos:
- Melhorias Por escrito como no resto da UP!
- Uma Menor Passividade da AE no que concerne à prossecução da defesa dos direitos dos FDUP’S

Acabou A Hora de engolir
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Legião

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