segunda-feira, 20 de julho de 2009

hão-de acabar a falar sozinhos

Por que motivo os colaboradores do suplemento Ípsilon têm invariavelmente de escrever neste estilo/registo? Acabo de ler e, mesmo não tendo estado presente no evento, fico com a certeza quase absoluta de que a crítica não foi mais do que um intenso e desvirtuado exercício de egocentrismo, colado aqui e ali com tiradas curtinhas, muitos termos ingleses a armar ao pingarelho e insultos intelectualmente cool.
Já não há pachorra. Porra.

6 comentários:

Guilherme Silva disse...

Concordo.
E se fosse apenas na Ipsilon seria menos mau, mas é quase geral no meio da "critica cultural" em Portugal.

TiagoAF disse...

ahah. Tinha acabado de falar com o henrique sobre isso. e venho aqui,e rio-me. É de facto, totalmente exagerado e, penso que as pessoas que permitem a outros fazer críticas como esta, deveriam repensar. Eu pelo menos, considero "o Publico" como um jornal de respeito,coerente, e e acima de tudo, credível nas noticias que passa. Eu não tive no festival, mas da para ver que o que foi escrito não corresponde à realidade.

Daniela Ramalho disse...

provavelmente os senhores queriam ser músicos e não conseguiram. mas numa coisa têm razão: fazer um festival de verão num estádio de futebol não é fazer um festival de verão. mas eu tenho um ódio aos "festivais de cidade".

Anónimo disse...

a ideia q este artigo me dá é que o senhor q o escreveu sente uma forte necessidade de dar uma imagem fixe de si proprio, rebaixando os outros xD

Maximilien Robespierre disse...

O termo "intelectual" é hoje uma realidade muitas vezes desejada, exibida, interiorizada e até cobiçada por toda a criatura que vagueie pelos meios ditos "culturais". Mas o termo em si tem diferentes acepções, sendo a atitude desse senhor, a meu ver, a plena manifestação de que em Portugal se optou por regra pela pior das variantes...

O que temos hoje predominantemente neste país não é o "intelectuel" francês, de pendor artístico, nem o intelectual de esquerda, de pendor revolucionário. Na verdade, as nossas "elites" culturais adoptaram maioritariamente a postura de "intelligentzia"! Esse termo da Rússia pós-Iluminista, teve como peculiar traço histórico o do alheamento para com a sociedade civil, qual corpo social distinto. José Adelino Maltez compara-os ao Clero do Ancien Regime, qualse ordem monástica ou seita, interclassista, mas que encontra um elemento de unidade na partilha de uma forma de estar, de uma ideologia. Assumindo o desenraizamento, auto-intitulam-se seres pensantes, crendo-se a "vanguarda" da sociedade, ungidos pelo Senhor para a missão de educar os pobres coitados não iluminados, mandando o seu bitaite intelectual, quase ininteligível, do alto do seu pedestal.

Evidentemente esta postura resulta, como refere o Guilherme, numa "crítica cultura" deste calibre. São maioritariamente seres incapazes de qualquer forma de criação, mas sentem um profundo prazer em maldizer as criações dos outros, particularmente aquelas que consigam gozar de popularidade junto do Grande Público. Para a "intelligentzia", na verdade, qualquer obra que não deixe 90% da população, os "incultos", claro está, confusos ou até indiferentes, peca por não ser "intelectual", e portanto merece a mais acérrima crítica, ainda que transmitindo uma ideia errada dos factos.

Bem, vivemos hoje felizmente numa Aldeia Global, onde os telemóveis de câmara e o youtube nos permitem visionar o que de facto se passou. E só a julgar pela reacção explosiva do público a "Human" e "Somebody Told Me"; vendo o carisma em palco do Brandon Flowers; verificando como "Spaceman" foi tocado duas vezes, tal foi o delírio colectivo dos ouvintes; observando que ali cantavam a alto e bom som 30 mil vozes e que tudo terminou num grandioso encore ao som de "Jenny was a Friend of Mine"... bem, diria que a opinião que interessa, a dos fãs, divergiu bastante da desses cavalheiros do Ipsilon.

Sun Microsystems disse...

Robespierre... Proponho que transcreva o comentario para a homologa caixa do Ipsilon.

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